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Covid-19. Jovens são infetados em festas e levam vírus para o trabalho
Luxemburgo 2 min. 01.07.2020

Covid-19. Jovens são infetados em festas e levam vírus para o trabalho

Covid-19. Jovens são infetados em festas e levam vírus para o trabalho

Luxemburgo 2 min. 01.07.2020

Covid-19. Jovens são infetados em festas e levam vírus para o trabalho

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Cerca de 15% dos novos casos registam-se na faixa etária dos 25 aos 29 anos.

Os novos infetados com covid-19 são mais jovens que os casos registados, nos meses anteriores."Muitas vezes são pessoas infectadas em festas e que depois levam o vírus para o trabalho", revelou a ministra da Saúde, Paulette Lenert, esta tarde em conferência de imprensa.

Estes pacientes são mais novos, com uma média de idade de 35 anos. Cerca de 15,2% têm entre 25 e 29 anos de idade. Esta não é uma população particularmente vulnerável, mas entre os contactos identificados destas pessoas infectadas podem estar pessoas mais frágeis, que estariam em grande risco de infecção. 

Ao todo foram identificados mais de mil contactos.

 Além disso, muito poucas destas novas infecções, apenas cerca de 10%, foram diagnosticadas através dos testes que estão a ser realizados massivamente.

"A maioria dos pacientes fizeram um teste normal, porque tinham sintomas", explica Paulette Lenert. Cerca de 20 novas infecções foram também detectadas no aeroporto, tendo sido oferecido aos passageiros um voucher para um teste na aterragem. "Não é alarmante, porque podemos rastrear os seus contactos. Ainda é controlável", revelou a governante. 

A ministra da Saúde revelou ainda que foram identificados vários surtos de infecção no Luxemburgo, mesmo que não se estejam a multiplicar. Há vários incidentes como as 24 pessoas que foram infectadas na mesma festa privada, revelou o primeiro-ministro Xavier Bettel. Outro surto de menor dimensão foi numa empresa em que dez empregados testaram positivo. "As pessoas já não estão a tomar as mesmas precauções que no período anterior", particularmente em eventos privados, lamentou a ministra da Saúde. "Ainda temos de explicar os gestos de barreira" "Em todos os eventos comunitários, ou naqueles em que existem organizadores, funciona bem. Mas em privado, as pessoas não respeitam as regras", lamentou o chefe do governo. 

Já a ministra da Saúde  sublinhou que "ainda vivemos em tempos perigosos e temos de ter cuidado". Há também outros casos a registar como uma empresa com cinco empregados infectados e uma escola com quatro infecções. 

Os restantes infetados são casos isolados com uma grande amplitude geográfica.  Por isso, o rastreio dos contactos de doentes recentemente infectados também pode ser dificil de seguir. 

"Uma pessoa na mesma escola não é difícil. Mas no sector privado, é um problema, quando as pessoas não têm a certeza de quem lá esteve", sublinhou. As multidões em frente dos bares também não ajudam as autoridades sanitárias a localizar os contactos para cortar a cadeia do vírus. 


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