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Covid-19. "Já há pelo menos três trabalhadores de supermercados contaminados"
Luxemburgo 29.03.2020

Covid-19. "Já há pelo menos três trabalhadores de supermercados contaminados"

Covid-19. "Já há pelo menos três trabalhadores de supermercados contaminados"

Foto: AFP
Luxemburgo 29.03.2020

Covid-19. "Já há pelo menos três trabalhadores de supermercados contaminados"

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Uma revelação feita ao Contacto pela OGBL. No dia em que em França morreu uma funcionária do Carrefour com 52 anos.

"Já há pelo menos três trabalhadores dos supermercados contaminados confirmados, mas tenho a certeza que há mais", revelou ao Contacto David Angel, Secretário Central do Sindicato do Comércio da OGBL. O clima nestas superfíces comerciais é "muito complicado" e "as pessoas estão em pânico porque temem ser infetadas" pelo coronavírus, acrescenta.

A maioria das cadeias de supermercados está a seguir a recomendação de enviar todos os casos de risco para casa, mas há supermercados que "não o estão a fazer", adianta o sindicalista. 

Depois "há casos de funcionários a trabalhar há dez dias seguidos, ou dez horas por dia porque há falta de pessoal", denuncia. 


Covid-19. Horário de trabalho pode ser prolongado até 12 horas diárias
O primeiro-ministro, Xavier Bettel, anunciou que no setor da saúde a semana de trabalho pode ser de 60 horas.

Recorde-se que o Governo decretou a possibilidade da semana de trabalho de 60 horas em 14 setores de atividade, em que se inclui a saúde e os supermercados.

Uma possibilidade rejeitada pela OGBL que defende a redução do horário de abertura dos supermercados das 9h00 às 18h00 e o encerramento ao domingo para evitar a aplicação desta medida.

Primeira morte de uma funcionária do Carrefour em França

De França chega a notícia que Aïcha Issadounène, 52 anos, operadora de caixa do Carrefour, em Saint - Denis, morreu devido ao Covid-19. 

"Teme-se que a morte de Aïcha [Issadounène] seja apenas a primeira de uma série" nos supermercados, teme Amar Lagha, secretário - geral da federação CGT de comércio, distribuição e serviços francês. Aïcha Issadounène tinha 52 anos e trabalhava há trinta anos neste hipermercado. 

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