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Covid-19. Hospitais do país reorganizam-se e preparam-se para o pior
Luxemburgo 3 min. 23.10.2020

Covid-19. Hospitais do país reorganizam-se e preparam-se para o pior

Covid-19. Hospitais do país reorganizam-se e preparam-se para o pior

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Luxemburgo 3 min. 23.10.2020

Covid-19. Hospitais do país reorganizam-se e preparam-se para o pior

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Urgências transferidas, cirurgias e atos médicos programados adiados e profissionais de saúde infetados. Os hospitais do país lutam contra a falta de pessoal e preparam-se para o aumento de doentes covid nesta fase crítica. Saiba o que muda no seu hospital.

 As notícias sobre os focos de infeção nos estabelecimentos hospitalares do país, com profissionais infetados e de quarentena sucedem-se. Nos Hospitais Robert Schuman (HRS), 36 profissionais estão em casa, 14 porque testaram positivo à covid-19 e 22 encontram-se em quarentena.

Também o Centro Hospitalar do Luxemburgo (CHL) tem uma baixa de 90 funcionários, entre eles profissionais de saúde, por 30 pessoas estarem infetadas e cerca de 60 estão de quarentena.  

O Centro Hospitalar do Norte (ChdN) anunciou que um foco de infeção covid-19 provocou uma baixa temporária de 29 funcionários, 16 estão infetados e outros 13 em quarentena.

Um outro foco de infeção foi também detetado no Centro Hospitalar Émile Mayrisch (CHEM) em Niederkorn, onde 13 enfermeiros e 21 pacientes foram infetados e transferidos para a unidade ‘Covid’ de Esch.

 “O vírus está difuso por todo o país, afeta todas as idades e está em todo o lado”, declarou esta sexta-feira a ministra da Saúde, Paulette Lenert.

Hospitais sob pressão

A situação dos hospitais está sob pressão, confirma Paulette Lenert adiantando que a qualquer momento podem passar à fase 3 do plano de contingência, o que significa que cirurgias e consultas programadas irão ser adiadas, visitas reduzidas e apenas algumas especialidades como oncologia poderão ficar a funcionar.

Hospitais Robert Schuman

Os Hospitais Robert Schuman (HRS) já se encontram nesta fase, tendo reduzido em 50% os internamentos programados, a partir de sexta-feira, dia 23, em que foi instalada uma tenda militar comprida à entrada do Hospital de Kirchberg  para “gerir melhor o fluxo de visitantes e aumentar a proteção dos pacientes com os controlos sanitários de rotina no exterior do hospital”.

De acordo com a revista Reporter.Lu o hospital emitiu uma circular interna a alertar para a falta de pessoal no hospital para fazer frente ao aumento nacional de doentes covid-19 esperados, tendo-se visto “forçado” a libertar recursos de outras áreas para o atendimento destes doentes. Contudo, as urgências e oncologia devem ser mantidas, cita esta revista.

Centro Hospitalar do Norte

Também o ChdN terá de ser reorganizar internamente para compensar a falta dos profissionais afetados pela doença. Neste hospital já foi reativado o serviço covid-19 com 30 camas só para estes doentes. As visitas ainda são permitidas, por enquanto, mas é necessário um registo prévio e o ChdN já lançou um apelo para que as pessoas só recorram ao hospital em caso de emergência.

  Centre Hospitalier Emile Mayrisch   

A partir desta sexta-feira 23 de outubro, a unidade do Centre Hospitalier Emile Mayrisch (CHEM) em Niederkorn passará a estar encerrada, ficando as urgências concentradas em Esch-sur-Alzette. Nesta unidade existe uma “separação clara” dos fluxos de pacientes covid e doentes não covid para “garantir melhores cuidados de saúde” a todos, anuncia o CHEM no seu site.

Em vigilância constante

A ministra da Saúde, Paulette Lenert, anunciou hoje na conferência de imprensa que a sua equipa está em permanente contacto com os hospitais estando a ser realizada uma avaliação constante das necessidades dos estabelecimentos e da sua capacidade ao nível de pessoal.

“A situação é alarmante e temos de nos preparar com antecedência para que os hospitais não entrem em sobrelotação e sobrecarga como está a acontecer nos países vizinhos. Neste momento ainda há margem nos hospitais”, defendeu a ministra.

Recrutamento de pessoal

“O recrutamento de pessoal também já está previsto e a ser programado, caso seja necessário”, garantiu a governante. A reserva sanitária colocada em marcha durante a primeira fase vai ser reativada. “Está em stand by”, disse a ministra explicando que, no entanto, a lista de profissionais de saúde tem de ser atualizada.

Nesta segunda vaga as necessidades de cama e de profissionais são diferentes e tudo está a ser estudado, vincou Paulette Lenert. No início da próxima semana é feito o ponto de situação. A passagem mais generalizada há fase 3 do plano de contingência na saúde está iminente.

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