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Covid-19. Haverá mais casos de vacinação indevida no Luxemburgo?
Luxemburgo 18.02.2021

Covid-19. Haverá mais casos de vacinação indevida no Luxemburgo?

Covid-19. Haverá mais casos de vacinação indevida no Luxemburgo?

AFP
Luxemburgo 18.02.2021

Covid-19. Haverá mais casos de vacinação indevida no Luxemburgo?

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Após a polémica da vacinação de membros da administração dos hospitais HRS há suspeitas de que outras pessoas possam ter beneficiado da vacina anti-covid antes do tempo devido.

A notícia avançada na terça-feira, dia 16, pela radio estatal 100,7 de que o presidente e os dois vice-presidentes do Conselho de Administração dos Hospitais Robert Schumann (HRS) foram vacinados no início da primeira fase da campanha de vacinação, apesar de o Ministério da Saúde ter dado a indicação de que os membros dos conselhos de administração só deveriam ser vacinados no final da segunda fase, a menos que fossem profissionais da saúde no ativo, gerou para alguma polémica nas redes sociais.

Embora o porta-vos do HRS tenha garantido que estes foram vacinados porque passam muito tempo no Hospital de Kircbherg e na Zitha Klinik, em reuniões regulares, muitos questionam-se se há mais pessoas a serem vacinadas indevidamente no Luxemburgo, não respeitando as fases do programa de vacinação elaborado pelo Governo.

O primeiro-ministro, Xavier Bettel, já reagiu, aos microfones da RTL, afirmando que não consegue neste momento pronunciar-se sobre se houve, ou não, vacinação indevida no agrupamento dos hospitais. O líder do Executivo demarca-se até do caso, respondendo que “não está diariamente nos hospitais a controlar quem tem contacto direto com os pacientes”.


Altos responsáveis dos Hospitais Robert Schuman foram vacinados indevidamente
Os Hospitais Robert Schuman reagiram entretanto e dizem que houve um erro de comunicação da parte do Ministério da Saúde no arranque da campanha de vacinação contra a covid-19.

Vacinados sem serem prioritários

A pedido da RTL, os outros três centros hospitalares do país garantiram que nenhum dos seus membros dos Conselhos de Administração foram vacinados contra a covid-19 até à data. No entanto, segundo informações apuradas pela mesma rádio, houve mais pessoas a serem vacinadas, sem serem prioritárias, dando o exemplo de certos educadores de ateliers de tempos livres (maison relais, em francês) que já receberam o convite por parte do Ministério da Saúde e que já foram vacinadas. 

Uma informação confirmada pela diretora da Fundação St Elisabeth, um grupo que gere vários lares e ateliers para crianças. A própria sublinha não saber como foi possível essas pessoas terem sido convidadas para a vacinação. Não está ainda claro se se está perante um caso de erro administrativo por parte do Ministério da Saúde. Já no mês de janeiro, cerca de 100 pessoas receberam indevidamente um convite para serem vacinadas.  

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