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Covid-19. Há um novo SAMU para transporte aéreo de doentes infetados
Luxemburgo 3 3 min. 24.03.2020

Covid-19. Há um novo SAMU para transporte aéreo de doentes infetados

Covid-19. Há um novo SAMU para transporte aéreo de doentes infetados

Foto: AFP
Luxemburgo 3 3 min. 24.03.2020

Covid-19. Há um novo SAMU para transporte aéreo de doentes infetados

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Vai ser criado o 5º SAMU no Findel para ajuda de meios aéreos nesta crise do coronavírus. A prevenção dos bombeiros, socorristas e médicos é outra das preocupações do executivo.

A prevenção da contaminação entre os bombeiros profissionais, socorristas, médicos que trabalham no Corpo  Grão-Ducal de Salvamento e Incêndio (CGDIS) é uma das grandes preocupações da ministra do Interior neste tempo de pandemia, conforme salientou na conferência de imprensa desta manhã.

O governo prepara-se para os próximos dias e para o pico da epidemia previsto para daqui a duas semanas onde a afluência de doentes irá aumentar todos os dias.

Além da prevenção do contágio entre os profissionais do CGDIS para evitar grandes baixas por doença haverá também um reforço de meios de transporte, nomeadamente aéreos para garantir um apoio rápido aos doentes e aos hospitais.


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A partir de 1 de abril vai começar a funcionar um 5º Samu no Aeroporto do Findel, com a ajuda do Serviço de Salvamento Aéreo do Luxemburgo, Air Rescue, para transporte mais célere de pacientes, mesmo entre hospitais.

Como exemplo, este diretor-geral deu o caso dos doentes graves dos hospitais da região francesa do Gran Est que estão a ser transferidos de helicóptero para o Luxemburgo.  

31 bombeiros e socorristas infetados 

Estes profissionais de emergência são chamados frequentemente pela população rara resolver situações de risco, além de transportarem os doentes infetados ou suspeitos para os hospitais e centros de saúde criados especialmente para receber estes casos.

E correm um risco maior de ficarem doentes já que estão na linha da frente da batalha contra o vírus e contactam com casos de infeção.

 "Temos 31 pessoas infetadas pelo coronavírus, das quais 15 em auto-isolamento, 9 em auto-quarentena, 6 em isolamento e uma pessoa internada", anunciou a ministra do interior Taina Bofferding, salientando que, para já, estes números não são alarmantes.


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Atualmente, estão mobilizados 4 100 voluntários, 550 bombeiros e 200 funcionários administrativos que asseguram o funcionamento das medidas da célula de crise criada no CGDIS.

A ministra do interior e Paul Schroeder,  diretor-geral do Corpo Grão-Ducal de Salvamento e Incêndio(CGDIS) também presente na conferência desta manhã, admitiram que possam haver mais infetados com o aumento de casos nesta fase da pandemia. 

"Nós monitorizamos regularmente as ausências entre profissionais e voluntários", diz Schroeder. "Temos de estar preparados para um absentismo significativo", entre estes profissionais, assumiu, frisando que no entanto os serviços têm de continuar a funcionar.

Bombeiros fazem testes ao vírus

Para já, os médicos que trabalham com os bombeiros podem testá-los regularmente verificando se estão infetados, vinca o responsável do CGDIS, e se acusarem positivo "deixam imediatamente de trabalhar" e serão tratados.

As medidas de prevenção, como as de higiene e segurança do pessoal do CGDIS estão a ser adotadas com rigor, existindo neste momento "máscaras de proteção" e outros equipamentos para todos os profissionais deste corpo de emergência Grão-Ducal.  Paul Schroeder também que os seus serviços têm, também por enquanto, ventiladores suficientes. Nunca como agora o material de proteção e estes equipamentos foram necessários, vinca este responsável.


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Ambulâncias desinfetadas

Também as "ambulâncias são sempre desinfetadas" e o número de ativos nestes transportes diminuiu de "três para dois elementos", para evitar contaminações.

Atualmente, os doentes de idade têm de ser transportados sozinhos, porque o acompanhamento dos familiares já não é permitido, como prevenção do contágio pelo novo coronavírus.   

Paul Schroeder também salientou que os seus serviços tinham respiradores e equipamento de protecção suficientes à sua disposição para proteger tanto os bombeiros como os socorristas, que raramente são tão necessários como agora. 

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