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África do Sul. Bairro de portugueses atacado no sul de Joanesburgo
Luxemburgo 2 min. 18.07.2021
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África do Sul. Bairro de portugueses atacado no sul de Joanesburgo

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África do Sul. Bairro de portugueses atacado no sul de Joanesburgo

Foto: AFP
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África do Sul. Bairro de portugueses atacado no sul de Joanesburgo

Lusa
Lusa
Pelo menos uma centena de grandes negócios de portugueses foram alvo de pilhagens e destruição.

Ações de violência e saques eclodiram no bairro de Regents Park, sul de Joanesburgo, onde residem pelo menos 300 portugueses, disse hoje o conselheiro José Luís da Silva à Lusa.

Os incidentes ocorreram na madrugada de sábado, na Victoria Street, área residencial onde vive um número significativo de portugueses oriundos da ilha da Madeira e operam também vários negócios, explicou o conselheiro da diáspora madeirense, em Joanesburgo.

“É uma área com um número significativo de portugueses. Há apenas a registar uma tentativa de assalto à residência de uma portuguesa que foi abortada com a chegada da polícia, mas a pessoa encontra-se bem”, referiu José Luís da Silva.

O conselheiro madeirense salientou que a Pastelaria Belém, em Regents Park, encerrou o estabelecimento por razões segurança.

José Luísa da Silva acrescentou que o governo da Região Autónoma da Madeira “está em contacto permanente, informados sobre a situação” no terreno.

“O diretor regional das Relações Externas e Comunidades Madeirenses, Rui de Abreu, assim como o Dr. Sancho Gomes, têm feito nos últimos dias contactos pontuais a diversas horas do dia para se inteirarem desta situação”, salientou.

A violência que atingiu a África do Sul por mais de uma semana, causou pelo menos 212 mortos e mais de 2.550 detenções, segundo a presidência sul-africana.

Na área urbana de Joanesburgo, as autoridades sul-africanas contabilizaram até sexta-feira mais seis mortes, elevando para 32 o número total de vítimas na província, e foram detidas mais 137 pessoas, o que totaliza 862 detenções em Gauteng.

Durante vários dias, armazéns, fábricas e centros comerciais em Kwazulu-Natal (Leste) e na capital económica, Joanesburgo, e em Pretória, capital do país, foram alvo de pilhagens e destruição, entre os quais pelo menos uma centena de grandes negócios de portugueses.


Presidente da África do Sul acusa responsáveis por violência por procurarem instigar “insurreição popular”
Durante vários dias, armazéns, fábricas e centros comerciais em Kwazulu-Natal (Leste) e na capital, Joanesburgo, foram alvo de pilhagens e destruição.

Estima-se que vivam cerca de 450.000 portugueses e lusodescendentes na África do Sul, dos quais pelo menos 200 mil em Joanesburgo e Gauteng, e 20.000 no KwaZulu-Natal – as regiões do país mais afetadas, mas segundo os conselheiros da diáspora madeirense no país não há cidadãos nacionais entre as vítimas.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou na noite de sexta-feira que aqueles que orquestraram as ações de violência no país, nos últimos oito dias, procuraram instigar uma “insurreição popular”, depois da detenção do ex-Presidente Jacob Zuma, por desrespeito ao Tribunal Constitucional.

Segundo o governo, a polícia está a investigar 12 pessoas suspeitas de estarem por trás da onda de violência, tendo um deles já sido preso e “a vigilância reforçada para os outros 11”.

A fundação do ex-presidente sul-africano, Thabo Mbeki, disse, em comunicado divulgado hoje na imprensa local, que a África do Sul está "a colher os frutos amargos de uma insurgência contra-revolucionária que há muito tempo germina nas entranhas da captura do Estado”.

Mbeki, de 79 anos, segundo presidente da África do Sul pós-apartheid, foi obrigado a renunciar ao cargo pelo partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) - meses antes de terminar o segundo mandato em 2008 -, por “interferência” no Ministério Público, incluindo no julgamento de Jacob Zuma por corrupção.

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