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Covid-19. França, Itália e Reino Unido com valores a descer
Luxemburgo 5 min. 27.04.2020

Covid-19. França, Itália e Reino Unido com valores a descer

Covid-19. França, Itália e Reino Unido com valores a descer

Foto: Cecilia Fabiano/dpa-Zentralbild/
Luxemburgo 5 min. 27.04.2020

Covid-19. França, Itália e Reino Unido com valores a descer

Redação
Redação
Itália e Reino Unido com os indicadores diários de infeção mais baixos desde março. França reduz número de hospitalizados.

A Itália registou, até hoje, 199.414 casos de contágio do novo coronavírus, com um aumento de 1.739 nas últimas 24 horas, o valor mais baixo desde março, mantendo a trajetória em baixa na curva de contaminações.

Segundo indicou o diretor da Proteção Civil italiana, Angelo Borrelli, o total de óbitos situa-se nos 26.977, com mais 333 nas últimas 24 horas, número superior aos 260 registados domingo, mas muito menor que os valores diários nas últimas semanas.

O total atual de casos positivos é de 105.813, mantendo a tendência de descida, depois de 66.624 pessoas terem tido alta médica, continuando também em baixa os pacientes hospitalizados.

“Mantém-se a tendência de diminuição progressiva de óbitos e de contágios”, afirmou, por seu lado, o presidente do Instituto Superior de Saúde (ISS) italiano durante a apresentação do balanço diário da epidemia na sede da Proteção Civil.

A Lombardia (norte) continua a ser a região mais afetada, com 13.449 óbitos em 73.479 casos, seguida pela de Emília-Romana (3.431 mortes em 24.662 casos), e Piemonte (2.878 mortes em 25.098 casos).

Por outro lado, a Federação Nacional das Ordens de Cirurgiões (FNOMCEO) de Itália referiu hoje que a pandemia associada à covid-19 provocou a morte a 151 médicos entre 11 de março e 26 deste mês.

Algumas das restrições existentes em Itália, impostas para travar a propagação do novo coronavírus, vão ser aliviadas a 04 de maio próximo, embora as regras para as lojas de retalho, museus e outros negócios tenham de ser cumpridas por mais duas semanas.

Os cientistas que estão a aconselhar o Governo italiano afirmaram-se “preocupados” com um aumento da taxa de contágio assim que os cidadãos puderem começar a circular no país.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, já decidiu que a reabertura das atividades vai decorrer de forma gradual, uma vez que ainda não existe uma vacina contra a covid-19.

Em França o número de hospitalizações continua a descer

 A França registou nas últimas 24 horas 437 mortes associadas à covid-19 em meio hospitalar e nos lares, perfazendo um total de 23.293 mortos desde o início da pandemia, anunciou hoje fonte oficial.

Os números do avanço da doença provocada pelo novo coronavírus em França foram divulgados hoje através comunicado das autoridades francesas.

Desde 01 de março, em meio hospitalar morreram 14.497 pessoas e nos lares foram registados 8.786 óbitos no mesmo período.

Em França há 28.055 pessoas hospitalizadas devido à covid-19 e 4.608 destes pacientes estão nos cuidados intensivos. Estes dois indicadores continuam a descer diariamente.

Desde o início da pandemia, as autoridades francesas registaram 128.339 casos confirmados de covid-19

Reino Unido com valor mais baixo desde março

O Reino Unido registou 360 mortes de pessoas infetadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, aumentando para 21.092 o número de óbitos durante a pandemia da covid-19, informou hoje o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock. 

Este é o valor mais baixo desde o fim de março, e depois de um aumento verificado no domingo com o registo de 413 mortes. 

Os números das mortes referem-se a óbitos registados apenas em hospitais até às 17:00 da véspera e são compilados a partir de dados das direções regionais de Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

A redução do número de pessoas hospitalizadas levou as autoridades a mostrar confiança de que o Reino Unido poderia estar prestes a ultrapassar o pico da pandemia, mas hoje o primeiro-ministro, Boris Johnson, rejeitou a pressão crescente para aliviar as medidas de distanciamento social. 

“Temos de reconhecer o risco de um segundo pico, o risco de perder o controlo sobre este vírus e deixar que a taxa de contágio volte a subir (…). Porque isso significaria, não só uma nova vaga de mortes e doença, mas um desastre económico”, justificou. 

O Governo anunciou em 09 de abril um prolongamento do regime de confinamento inicialmente decretado a 23 de março, estando uma revisão das condições prevista para a primeira semana de maio. 

Na semana passada, os governos autónomos da Escócia e País de Gales publicaram documentos com os princípios que vão guiar o desconfinamento nas regiões e hoje a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, disse que revelar as diferentes opções existentes “nos próximos dias". 

O primeiro-ministro britânico recusou publicar já um plano, mas prometeu novidades para os próximos dias e preparar o desconfinamento com “a maior transparência possível”, em consenso com empresas, diferentes regiões do Reino Unido e também com os partidos da oposição.

Boris Johnson voltou hoje ao trabalho após duas semanas em convalescença na sua residência de campo fora de Londres a recuperar de uma infeção com o novo coronavírus que implicou a sua hospitalização durante uma semana, incluindo três noites nos cuidados intensivos. 

No sábado, o Reino Unido tornou-se no quinto país a ultrapassar a barreira das 20.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus, depois dos EUA, Itália, Espanha e França.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

 

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