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Covid-19. EUA duplicam número de mortes, com 2.494, em 24 horas
Luxemburgo 3 min. 26.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. EUA duplicam número de mortes, com 2.494, em 24 horas

Covid-19. EUA duplicam número de mortes, com 2.494, em 24 horas

Foto: Palm Beach Post
Luxemburgo 3 min. 26.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. EUA duplicam número de mortes, com 2.494, em 24 horas

Nuno RAMOS DE ALMEIDA
Nuno RAMOS DE ALMEIDA
No total, 53.511 pessoas morreram nos Estados Unidos. O número de infetados subiu para 936.293, com pouco mais de 96 mil pessoas a serem dadas como recuperadas.

Os Estados Unidos registaram 2.494 mortos nas últimas 24 horas devido à pandemia da covid-19, quase o dobro em relação ao dia anterior, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

No total, 53.511 pessoas morreram nos Estados Unidos. O número de infetados subiu para 936.293, com pouco mais de 96 mil pessoas a serem dadas como recuperadas.

Os Estados Unidos continuam a ser o país com registo de mais mortos e de casos confirmados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias France-Presse, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

Sair do confinamento no meio da pandemia

Mais de uma dezena de estados norte-americanos estão a preparar-se para reativar as respetivas economias ao longo da próxima semana, apesar de o número de contágios do novo coronavírus continuar a aumentar em todo o país.

Segundo os dados mais recentes, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 50.000 mortes entre os mais de 900.000 casos de infeções, mas vários são os estados que pretendem reabrir a economia, como, por exemplo, os de Iowa, Mississípi, Florida, Minnesota, Carolina do Sul, Geórgia, Califórnia ou Tennessee, entre outros.

Na Florida, as praias e os parques foram reabertos, enquanto no Minnesota algum comércio e as atividades desportivas poderão voltar a funcionar.

A Carolina do Sul e a Geórgia levantaram já praticamente todas as restrições às atividades económicas.

A partir da próxima segunda-feira, o Tennessee vai permitir a reabertura dos restaurantes e de estabelecimentos comerciais, desde que a capacidade seja limitada a apenas metade.

Na Califórnia, a polícia está a pedir este fim de semana aos residentes da zona sul do Estado que evitem deslocar-se às praias da região com a prevista chegada do tempo mais quente.

As limitações, porém, não têm impedido que as pessoas se desloquem às zonas balneares de Newport, que, na quarta-feira, acolheu cerca de 40.000 pessoas devido à onde de calor que assola a região, segundo noticiou o canal local Fox 11.

A reabertura das atividades económicas nestes estados vai decorrer numa altura em que a pandemia de Covid-19 continua a infetar um número cada vez maior de norte-americanos, com os Estados Unidos a manterem-se como o país mais infetado com o novo coronavírus do mundo em termos absolutos.

A crise sanitária está a provocar uma grave deterioração da Economia norte-americana e o Gabinete do Orçamento do Congresso dos Estados Unidos projetou na sexta-feira que o défice fiscal triplicará até aos 3,7 biliões de dólares, enquanto o desemprego alcançará os 16%, tudo devido à pandemia.

O mesmo gabinete, órgão apartidário do Congresso, sublinhou também que o défice no final do ano fiscal de 2021 baixará para 2,1 biliões de dólares.

Antes da crise provocada pelo novo coronavírus, a taxa de desemprego era de 3,8%, o que, nos Estados Unidos, é considerado quase como pleno emprego.

No entanto, nas últimas cinco semanas, a crise económica destruiu cerca de 27 milhões de empregos na sequência da paragem da economia.

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