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Covid-19. Esch registou mais de 1700 infeções na semana passada
Luxemburgo 3 min. 03.11.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Esch registou mais de 1700 infeções na semana passada

Covid-19. Esch registou mais de 1700 infeções na semana passada

Chris Karaba
Luxemburgo 3 min. 03.11.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Esch registou mais de 1700 infeções na semana passada

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
E a capital do país conheceu mais de 950 casos. As previsões apontam para que a pandemia continue a aumentar de forma exponencial. Os cientistas pedem para que as medidas impostas e as regras sejam cumpridas.

O cantão de de Esch-sur-Alzette continua a ser o mais afetado pela pandemia no Luxemburgo. Entre o dia 5 e 25 de outubro registaram-se 1787 pessoas infetadas, 886 casos dos quais foram detetados entre 18 e 25 de outubro. A semana passada foi o período em que as novas infeções mais aumentaram desde o início da pandemia, em março, com mais 265% de casos do que na semana precedente, num total de 3.387 casos e 9.980 contactos.

Só nas últimas 24 horas faleceram sete pessoas e registaram-se 533 novos casos. Em cinco dias, morreram 15 residentes no Luxemburgo devido à covid-19.

A capital do Luxemburgo continua também a ser o segundo local com mais casos no Grão-Ducado, tendo sido detetados 958 entre 5 e 25 de outubro. Destes 448 resultaram de testes realizados entre 18 e 25 de outubro.

Na comparação dos mapas com a distribuição de casos por cantões do Luxemburgo (foto em cima o mapa de 5 a 25 de outubro) divulgados pelo Ministério da Saúde no balanço semanal, entre os dias 5 e 25 de outubro e o anterior, os aumentos de das infeções foram em todas as regiões superiores a 46%, a maioria mais de 50%. O maior aumento foi o do cantão de Remich que passou de 59 casos para 134, ou seja, mais 75 casos (73%), seguido de Viaden, que tinha 16 e aumentou para 50 (68%). Esch aumentou 49% e a capital 46%. O cantão de Diekirck foi a que maior número de casos teve por 10 mil habitantes


Luxemburgo. 533 novos casos positivos e sete mortes nas últimas 24 horas
Existem neste momento 8.642 infecções ativas no Luxemburgo e 10.825 pessoas foram consideradas curadas.

"Vírus está em todo o lado"

Atualmente o “vírus está em todo o lado” como sublinhou o primeiro-ministro Xavier Bettel com as infeções a crescer exponencialmente no país. Governo, médicos e cientistas apelam fortemente aos cidadãos para cumprir as medidas impostas e as regras de prevenção declarando que só assim se conseguirá controlar este aumento “alarmante da doença”.

As novas previsões feitas pela task-force covid-19 endereçadas ao Governo apontam uma ligeira desaceleração do vírus, conseguindo observar uma continuidade da curva. Mesmo assim, o vírus continua inabalável na disseminação pelo país com as infeções a aumentarem de forma exponencial e “volátil”, alertam os cientistas.

1300 casos diários em novembro

 Como frisa este grupo de cientistas no novo relatório ontem divulgado, dia 2, o crescimento embora continue exponencial parece ter estabilizado um pouco. Na semana passada, os dias para a duplicação de casos foram de 6,3 dias enquanto na semana anterior eram de 4,1 dias.

As novas infeções diárias previstas para meio de novembro baixaram também, estando agora nas 1300 por dia, contra as 1400 apontadas na semana passada.

Por outro lado, os casos ativos estimados quase duplicaram nas novas previsões, rondam agora os 9000, os das previsões da semana passada ficavam-se pelos já altos 5000.


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Só cumprindo as medidas se combate o vírus

No documento, os cientistas apelam várias vezes ao cumprimento das medidas de prevenção.

“Esta análise indica que a atual situação epidémica ainda parece altamente volátil. Em particular, o desenvolvimento da semana em curso apresenta relaxamento em relação ao exponencial acelerado, mas exibe claramente uma dinâmica exponencial da epidemia com um tempo de duplicação de cerca de 6 dias”.

Esta rápida propagação do vírus juntamente com o elevado número de casos, está a “saturar o rastreio de contactos e atenuação da onda epidémica depende do esforço social comum na redução dos contactos, no respeito pelas medidas de higiene, na participação ativa nos testes em larga escala”, vinca a “task-force”. E alerta: “Sem estes esforços, a situação pode culminar numa grave crise no sistema de saúde, especialmente se continuar a tendência recente da infeção das pessoas mais idosas”.

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