Covid-19. Eles decidiram alegrar os seus dias e salvar os lojistas
Covid-19. Eles decidiram alegrar os seus dias e salvar os lojistas
Já há uma plataforma online para as pequenas empresas e lojas do Luxemburgo poderem oferecer os seus serviços, com entregas ao domicílio e onde a população pode encomendar os mais variados produtos.
Chama-se Nala (Now Act Local Association) e foi criada por oito jovens universitários e empresários como forma de ajudar os pequenos comerciantes neste período de pandemia do coronavírus, onde as lojas estão encerradas e as pessoas isoladas em casa. Clique aqui para aceder à Nala.
“Não somos médicos, não sabemos salvar vidas, mas queremos salvar os pequenos comerciantes e empresários do Luxemburgo, queremos apoiá-los para que possam continuar a funcionar”, declara ao Contacto Mortiz Hoss, um dos fundadores.
O uso da plataforma para empresas e clientes “é gratuito, pois é a nossa maneira de apoiar nossa comunidade local durante esta crise", frisa este fundador.
Em nala.lu existe já uma grande variedade de ofertas desde produtos alimentares, vinho, queijos, pastelaria, livros, flores, calçado, móveis, limpeza a seco, entre tantos outros. Há até artistas variados, músicos e caricaturistas. Há até venda de automóveis, de decoração e aulas de yoga.
Das flores, aos livros ou queijos
“Prepare-se para ser feliz, as suas lojas regressaram ao mercado”, lê-se na página principal da plataforma.
Os namorados ou casados já podem oferecer flores às suas paixões ou os amantes de leitura, comprarem novos livros. Mortiz Hoss dá o exemplo da entrega ao domicílio de flores, pelas floristas: “As flores trazem emoção e cores a quem está em confinamento, podem ser uma forma de aliviar alguma tristeza pelo isolamento”.
A plataforma online estreou-se apenas há dois dias, e atualmente já reúne 97 empresas e lojas dispostas a atender os desejos dos residentes no Luxemburgo. “A entrega ao domicílio foi a forma que muitas lojas e empresas encontraram para sobreviver nesta grave crise sanitária”, vinca Hoss. “E hoje já recebemos a inscrição de mais empresas, ao final do dia deveremos ultrapassar as cem lojas e serviços”, contou Mortiz Hoss.
Mais ofertas e maior procura
“Estamos muito contentes com esta adesão dos pequenos comerciantes, mas também da população. Já houve 80 pedidos em dois dias e eles continuam a aumentar”, acrescentou.
Ao grupo inicial de jovens que criaram a Nala já se juntaram “mais quatro amigos”, todos eles com aptidões diferentes, de webdesign, à economia ou relações públicas. Juntos desenvolveram esta plataforma gratuita e independente pensada para “estes novos tempos de confinamento em casa”.
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