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Cruzamento de vacinas arranca a partir desta sexta-feira para pessoas com menos de 55 anos
Luxemburgo 3 min. 09.07.2021
Covid-19

Cruzamento de vacinas arranca a partir desta sexta-feira para pessoas com menos de 55 anos

Covid-19

Cruzamento de vacinas arranca a partir desta sexta-feira para pessoas com menos de 55 anos

Luxemburgo 3 min. 09.07.2021
Covid-19

Cruzamento de vacinas arranca a partir desta sexta-feira para pessoas com menos de 55 anos

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Saiba como vai ser feito o cruzamento de vacinas no Grão-Ducado e também quem vai levar a terceira dose da vacina contra a covid-19.

O cruzamento de vacinas, ou esquema de vacina mista, arranca já esta sexta-feira, depois de ter sido anunciado ontem pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, em conferência de imprensa.

De acordo com um comunicado do Governo, a partir de hoje as pessoas com menos de 55 anos e sem critérios de vulnerabilidade, que vão receber ou já receberam uma 1ª. dose de vacina Vaxzevria (AstraZeneca), receberão uma 2ª. dose de vacina de RNA mensageiro (Comirnaty da BioNTech/Pfizer ou Spikevax, antiga Moderna)".

O executivo luxemburguês, que fazia depender esta decisão de uma recomendação oficial da Agência Europeia dos Medicamentos (EMA, na siga em inglês), segue o parecer positivo dado pelo Conselho Superior das Doenças Infecciosas do Luxemburgo (CSMI, na sigla em francês) à combinação de duas vacinas covid-19 de marcas diferentes.


Mesmo com vacinação completa há risco de contaminação, diz Paulette Lenert
Luxemburgo vai aplicar o cruzamento de vacinas e administrar terceiras doses do fármaco contra a covid-19, anunciou esta quinta-feira o Executivo grão-ducal.

"Os resultados de vários estudos sobre pessoas vacinadas de acordo com um esquema misto são encorajadores, mesmo que ainda não existam dados sólidos sobre a imunogenicidade de uma vacinação mista", justifica o Ministério da Saúde, no mesmo comunicado.

Apesar desta possibilidade, mantém-se também a opção, para quem tiver a primeira dose da vacina Vaxzevria (AstraZeneca), de tomar a segunda dose a mesma marca.

Segundo as recomendações do CSMI, "para pessoas com 55 anos ou mais, bem como para pessoas com 30 anos ou mais e pertencentes às categorias 2b, 3b, 4b ou 5b da estratégia de vacinação, uma vacinação iniciada com Vaxzevria é continuada com a mesma vacina, com um intervalo de 12 semanas".

No entanto, o Governo ressalva que para indivíduos que desenvolveram síndrome tromboembólica profunda, após uma 1ª dose de Vaxzevria, e para indivíduos com antecedentes de tromboembolismo induzido pela heparina, uma 2ª dose da mesma vacina está contraindicada, devendo o esquema de vacinação ser completado com uma dose de Comirnaty ou Spikevax.

Terceira dose de vacina covid-19 para doentes vulneráveis

 Além do cruzamento de vacinas, o Governo também vai vacinar com uma terceira dose determinados grupos da população.


Deverá ser preciso uma "terceira dose da vacina no outono" contra as variantes
É necessária maior proteção contra as mutações do vírus da covid-19, mais contagiosas. Por isso, os residentes do Luxemburgo deverão ter de levar mais uma dose da vacina após as férias de verão, prevê a especialista Thérèse Staub nesta em entrevista vídeo.

Seguindo a recomendação do CSMI, a terceira dose da vacina contra a covid-19 será, nesta fase, dada a pessoas com imunodeficiências, especialmente pacientes transplantados.

Esta terceira dose deverá ser administrada com vacinas RNA mensageiro, ou mRNA, como a Comirnaty da BioNTech/Pfizer ou a Spikevax, antiga Moderna.

"Para algumas pessoas com imunidade deficiente, a administração de duas doses de vacina covid-19 nem sempre é suficiente para proporcionar uma proteção satisfatória. Portanto, uma terceira dose de vacina mRNA (Comirnaty ou Spikevax) pode ser administrada a recetores de transplante de órgãos ou células estaminais hematopoiéticas, e a pacientes submetidos a quimioterapia linfopénica ou terapia imunossupressora", refere o mesmo comunicado.

Para quem levar as três doses, a partir de agora, os intervalos são de 0, 4 e 12 semanas, para a 1ª, 2ª e 3ª dose, respetivamente. A 3ª dose pode, contudo, ser administrada após a 12ª semana, em caso de recuperação de uma vacinação anterior, ressalva o mesmo comunicado.

No sentido de agilizar a cobertura vacinal, a ministra da Saúde anunciou ainda, na conferência de imprensa de ontem, que a partir de meados de agosto, os médicos de família vão poder administrar vacinas.

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