Escolha as suas informações

Covid-19. Como será assegurada a segurança nas escolas?
Luxemburgo 3 min. 05.05.2020

Covid-19. Como será assegurada a segurança nas escolas?

Covid-19. Como será assegurada a segurança nas escolas?

Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 3 min. 05.05.2020

Covid-19. Como será assegurada a segurança nas escolas?

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Conheça as condições e as regras que serão aplicadas nas escolas para garantir que "são espaços seguros para os alunos e professores".

O ministro da Educação anunciou algumas medidas no espaço das escolas para garantir a distância de segurançae impedir a contaminação por Covid-19 nos estabelecimentos de ensino. Assim, as salas de aula serão reordenadas de modo a permitir dois metros de distância entre cada aluno. 


Cada aluno deverá receber dois cachecóis-gola para se proteger no regresso à escola
Estes cachecóis-gola são mais práticos para as crianças do que as máscaras, que esta semana foram distribuídas pelas comunas à população, uma vez que não escorregam tanto.

Todos os alunos serão obrigados a cobrir a boca com uma máscara ou um lenço durante o transporte e durante os intervalos das aulas. 

Na aula, como as distâncias são respeitadas, as máscaras não serão obrigatórias. 

As crianças também serão obrigadas a lavar as mãos regularmente. O desinfetante estará disponível. Também serão organizados intervalos alternados para evitar que demasiadas crianças brinquem juntas ao mesmo tempo. Também no transporte escolar, as regras de distância terão de ser respeitados. Um adulto deverá acompanhar as crianças nos autocarros para verificar se as regras são respeitadas. O transporte é adaptado ao novo horário, com uma recolha antes do início das aulas às 8:00 e um regresso após o final da aula às 13:00. O Ministério prestará apoio financeiro aos municípios que organizarão o transporte de crianças para as estruturas de acolhimento das crianças. 

Também para assegurar o transporte será necessário o dobro dos autocarros ou das viagens de autocarro para que as crianças de ambos os grupos cheguem à escola. O financiamento de transportes adicionais será assegurado pelo Ministério da Cultura.   

Para gerir tudo isto, o ministro da Educação, Claude Meisch revelou que será necessário mais um terço do pessoal disponível. Para assegurar esse reforço serão organizadas duas reservas de pessoal docente: para as aulas e para o estudo acompanhado. Para isso "os professores darão mais horas, os professores de outros sectores (por exemplo, educação de adultos)serão requisitados e os estudantes que estão a realizar o estágio constituirão a  primeira reserva. Para a supervisão extra-escolar, horas extras, pessoal de creches e casas particulares (que ainda não tenham aberto), os alunos com certificado de animador poderão assegurar esta segunda reserva. 

Neste momento "o ensino à distância está em preparação". Há muitos professores que já fazem "streaming" das suas aulas, afirmou o ministro. Mas "não deveremos obrigar nenhum professor a gravar uma aula com uma câmara de filmar se ele não estiver à vontade", assegurou

Professores deverão explicar cuidados a ter para evitar a contaminação

Durante a semana de 25 de maio, os dois grupos de crianças, em que se vão dividar as turmas, voltarão à escola para retomar o contacto. Durante este período deverá ser feito uma explicação sobre a crise do coronavirus e como funcionar a escola a partir de agora. Os professores precisam de explicar como usar corretamente as máscaras, como lavar as mãos e quais as medidas de segurança.   

No total restam ainda 16 dias de escola para cada criança até ao final do ano, calcula o ministério. As datas das férias não serão alteradas. Embora tenham sido apresentadas duas petições solicitando reforço de aprendizagem durante as férias no Pentecostes ou um adiamento das férias de verão.

"Temos de poder começar o próximo ano letivo de 2020-2021 da forma mais calma e normal possível", afirmou o ministro. "Vamos começar de novo com um novo ano letivo." Para os alunos do ensino secundário, as aulas de correcção e os exames de admissão serão possíveis no início de setembro.

Como proceder no caso das crianças vulneráveis?

Não é da responsabilidade do sistema educativo nacional "determinar quais são as crianças vulneráveis". "Os pais devem dirigir-se a um médico, que as poderá isentar da escola com um certificado", acrescentou o ministro. Também os professores vulneráveis devem consultar o seu médico. 


Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas