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Covid-19. Como se garante a proteção máxima dos meninos nas creches?
Luxemburgo 3 min. 05.05.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Como se garante a proteção máxima dos meninos nas creches?

Covid-19. Como se garante a proteção máxima dos meninos nas creches?

Luxemburgo 3 min. 05.05.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Como se garante a proteção máxima dos meninos nas creches?

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Os representantes dos pais do Luxemburgo querem mais explicações do ministro da Educação e o alargamento da liberdade de escolha para os filhos até aos seis anos.

As medidas apresentadas pelo ministro da Educação, Claude Meisch, ao início da tarde não convenceram os representantes dos pais, nem os que defendem que o a escola deve recomeçar só em setembro. 

Porque o Luxemburgo ainda se debate com a pandemia do novo coronavírus, a doença é pouco conhecida e "não estão garantidas as medidas de segurança máxima" contra a infeção do vírus nos estabelecimentos escolares.

O ministro da Educação anunciou hoje que os pais das crianças até aos três anos de idade “podem escolher entre os filhos voltarem a frequentar a creche ou permanecerem em casa”, na reabertura destes estabelecimentos a 25 de maio. Se optarem pelos filhos ficarem em casa, um dos pais ou encarregado de educação, “vai continuar a beneficiar da licença por razões familiares”.


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Pais de crianças até aos seis anos

A liberdade para os pais decidirem o regresso dos mais pequenos à creche é uma das reivindicações da Representação Nacional dos Pais do Luxemburgo (RNP), órgão consultivo do Governo.

No entanto, a RNP defende a possibilidade de opção para os pais dos meninos até aos 6 anos. O ministro não tomou “em consideração” o pedido dos representantes nacionais dos pais, defende ao Contacto Alain Massen, presidente da RNP.

 “O único avanço prende-se com o fato dos pais dos meninos até aos três anos continuarem a usufruir da licença por razões familiares”, diz este responsável.  

Por isso, a representação dos pais do Luxemburgo vai continuar a debater-se por alargar este “direito de escolha aos pais das crianças até aos seis anos”.

O presidente da RNP vai convocar uma reunião com os restantes órgãos desta entidade “para decidir quais as medidas a adotar agora” pela RNP, pois não vão abdicar das suas reivindicações.

Pelo menos, o ministério da Educação “mostrou que leva a sério o facto das crianças, com menos de 6 anos, não poderem facilmente cumprir as medidas sanitárias necessárias, como o uso da máscara e o distanciamento social” para evitar os contágios pela covid-19, e que por isso, a equipa do ministro esteja a estudar a adoção “medidas de saúde especiais”.


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Creches e maisons relais

São estas medidas que Lídia Garcias, autora da petição pública 1550 que é o motivo da reunião desta portuguesa com o ministro Claude Meisch, no dia 7 de maio, deseja ver clarificadas e anunciadas com antecedência.

Esta petição que defende "a abertura de todas as escolas, escolas secundárias, creches, centros de dia e 'maison relais' apenas em setembro, para proteger todas as crianças", obteve as 4500 assinaturas necessárias para ir a debate, “em menos de 36 horas”. Atualmente, conta com 6577 assinaturas, “a quase totalidade são de pais” de alunos. Clique aqui para ver a petição 1550.

Lídia Garcias concorda com a RNP, defendendo também a liberdade de escolha dos pais para os meninos até aos seis anos.

A par com as creches também a frequência das “maisons relais” é facultativa, e para Lídia Garcias “esta abertura do ministério já é um pequeno avanço”.

Contudo, na reunião com o ministro vai ser a voz dos milhares de pais que desejam “proteger os seus filhos” e pedem que a escola recomece apenas em setembro. Sobretudo o ensino fundamental (pré-escolar e primário).

No caso das creches, a portuguesa que é mãe de uma menina de 21 meses, quer a garantia do governo que “serão adotadas todas as medidas para a máxima segurança dos bebés e crianças e dos trabalhadores dos estabelecimentos”.


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“Também as crianças dos quatro aos seis anos não conseguem cumprir as medidas sanitárias. E gostava que o ministro nos explicasse bem a decisão de reunir os meninos em grupos pequenos e como irá evitar o contágio entre eles”, diz Lídia Garcias assumindo que tem muito para debater com o ministro. 

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