Covid-19. Como se garante a proteção máxima dos meninos nas creches?
Covid-19. Como se garante a proteção máxima dos meninos nas creches?
As medidas apresentadas pelo ministro da Educação, Claude Meisch, ao início da tarde não convenceram os representantes dos pais, nem os que defendem que o a escola deve recomeçar só em setembro.
Porque o Luxemburgo ainda se debate com a pandemia do novo coronavírus, a doença é pouco conhecida e "não estão garantidas as medidas de segurança máxima" contra a infeção do vírus nos estabelecimentos escolares.
O ministro da Educação anunciou hoje que os pais das crianças até aos três anos de idade “podem escolher entre os filhos voltarem a frequentar a creche ou permanecerem em casa”, na reabertura destes estabelecimentos a 25 de maio. Se optarem pelos filhos ficarem em casa, um dos pais ou encarregado de educação, “vai continuar a beneficiar da licença por razões familiares”.
Pais de crianças até aos seis anos
A liberdade para os pais decidirem o regresso dos mais pequenos à creche é uma das reivindicações da Representação Nacional dos Pais do Luxemburgo (RNP), órgão consultivo do Governo.
No entanto, a RNP defende a possibilidade de opção para os pais dos meninos até aos 6 anos. O ministro não tomou “em consideração” o pedido dos representantes nacionais dos pais, defende ao Contacto Alain Massen, presidente da RNP.
“O único avanço prende-se com o fato dos pais dos meninos até aos três anos continuarem a usufruir da licença por razões familiares”, diz este responsável.
Por isso, a representação dos pais do Luxemburgo vai continuar a debater-se por alargar este “direito de escolha aos pais das crianças até aos seis anos”.
O presidente da RNP vai convocar uma reunião com os restantes órgãos desta entidade “para decidir quais as medidas a adotar agora” pela RNP, pois não vão abdicar das suas reivindicações.
Pelo menos, o ministério da Educação “mostrou que leva a sério o facto das crianças, com menos de 6 anos, não poderem facilmente cumprir as medidas sanitárias necessárias, como o uso da máscara e o distanciamento social” para evitar os contágios pela covid-19, e que por isso, a equipa do ministro esteja a estudar a adoção “medidas de saúde especiais”.
Creches e maisons relais
São estas medidas que Lídia Garcias, autora da petição pública 1550 que é o motivo da reunião desta portuguesa com o ministro Claude Meisch, no dia 7 de maio, deseja ver clarificadas e anunciadas com antecedência.
Esta petição que defende "a abertura de todas as escolas, escolas secundárias, creches, centros de dia e 'maison relais' apenas em setembro, para proteger todas as crianças", obteve as 4500 assinaturas necessárias para ir a debate, “em menos de 36 horas”. Atualmente, conta com 6577 assinaturas, “a quase totalidade são de pais” de alunos. Clique aqui para ver a petição 1550.
Lídia Garcias concorda com a RNP, defendendo também a liberdade de escolha dos pais para os meninos até aos seis anos.
A par com as creches também a frequência das “maisons relais” é facultativa, e para Lídia Garcias “esta abertura do ministério já é um pequeno avanço”.
Contudo, na reunião com o ministro vai ser a voz dos milhares de pais que desejam “proteger os seus filhos” e pedem que a escola recomece apenas em setembro. Sobretudo o ensino fundamental (pré-escolar e primário).
No caso das creches, a portuguesa que é mãe de uma menina de 21 meses, quer a garantia do governo que “serão adotadas todas as medidas para a máxima segurança dos bebés e crianças e dos trabalhadores dos estabelecimentos”.
“Também as crianças dos quatro aos seis anos não conseguem cumprir as medidas sanitárias. E gostava que o ministro nos explicasse bem a decisão de reunir os meninos em grupos pequenos e como irá evitar o contágio entre eles”, diz Lídia Garcias assumindo que tem muito para debater com o ministro.
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