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Covid-19. Apoios do Estado às PMEs prolongados por seis meses
Luxemburgo 2 min. 22.05.2020

Covid-19. Apoios do Estado às PMEs prolongados por seis meses

Covid-19. Apoios do Estado às PMEs prolongados por seis meses

Foto:Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 22.05.2020

Covid-19. Apoios do Estado às PMEs prolongados por seis meses

Os ministros da Economia e o das Classes Médias explicitaram as medidas do Governo para apoiar as empresas que mantenham os posto de trabalho.

O ministro da Economia, Franz Fayot, começou por explicar os objetivos da conferência de imprensa, convocada para esta sexta-feiras às 10 horas, detalhando o pacote que tinha sido apresentado pelo Governo na passada quarta-feira.  

Fayot sublinhou a importância de ter sido prolongada a possibilidade de utilizar o instrumento do desemprego parcial, agora numa perspectiva mais estrutural. A ideia que preside à utilização deste apoio estatal é manter as empresas e contribuir para salvar os postos de trabalho, afirmou o governante.

Todo o pacote governamental tem como objetivo combater a crise e colocar as bases para relançar a economia. "É natural que os empresários sintam uma certa incerteza, este ano vamos ter uma recessão considerável, mas é importante conseguir não recuar em matéria de investimento". Nesse sentido, o Estado criou um conjunto de instrumentos que incentivam as empresas a investirem.

O ministro sublinhou, em primeiro lugar, as medidas criadas para que as empresas possam ajudar a investigar e combater a covid-19. 

Fayo anunciou a criação de um fundo de 30 milhões para apoiar o investimento das empresas, que terá as seguintes linhas de apoio:

- Ajudas para a inovação e processos de digitalização das empresas;

- Apoio aos investimentos que permitam uma maior eficácia energética e uma laboração ambientalmente mais sustentável; 

- Ajudas para apoiar novos investimentos para aquisição de novos equipamentos, que são a fundo perdido e podem representar entre 20% e 30% destes gastos, conforme a dimensão da empresa. Essas ajudas resultam da flexibilização do quadro europeu de ajudas públicas às empresas, durante a crise sanitária. Estas ajudas são diretas e não terão que ser reembolsadas. Mas as empresas terão que ter um valor mínimo de investimento para beneficiar desta ajuda: 20.000 euros para as pequenas empresas, 50.000 euros para as médias empresas e 250.000 euros para as grandes empresas.  

Outra das iniciativas é o lançamento de um programa, com a Lux Inovação,  que permite apoiar as empresas a reestruturarem-se. O Estado vai financiar até 50% os diagnósticos e o acompanhamento desses processos.

Franz Fayot sublinhou que a crise é grave, mas que a economia do Grão-Ducado tem as bases necessárias para ultrapassar estas dificuldades, como o fez na crise da indústria siderúrgica e na crise financeira que começou em 2007.

Por sua vez, o ministro das Classes Médias, Lex Delles, anunciou o prolongamento das ajudas do Estado para as empresas do comércio e outras para seis meses, com o objetivo de proteger essas empresas e ajudar a manter os postos de trabalho.

Foi criado um fundo de ajuda com 200 milhões de euros, que apoiará as pequenas e médias empresas com 1.250 euros por posto de trabalho em laboração e um quantitativo mais baixo para trabalhadores em desemprego a tempo parcial.

Essas ajudas só serão dadas a empresas que se comprometam a manter a esmagadora maioria dos postos de trabalho



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