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Covid-19. Alemanha e Bélgica "fecham" fronteiras com Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 28.09.2020

Covid-19. Alemanha e Bélgica "fecham" fronteiras com Luxemburgo

Covid-19. Alemanha e Bélgica "fecham" fronteiras com Luxemburgo

Foto: AFP
Luxemburgo 3 min. 28.09.2020

Covid-19. Alemanha e Bélgica "fecham" fronteiras com Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Os dois países vizinhos voltaram a impor restrições à entrada dos residentes do Grão-Ducado devido ao aumento dos casos de infeções. Saiba quais são. Suíça também bloqueia entrada.

Os números diários de infeção da covid-19 no Luxemburgo são considerados demasiado altos pela Alemanha e Bélgica que voltaram a colocar o Grão-Ducado nas suas 'listas negras' dos países de risco. Por isso, as fronteiras voltaram a ser fechadas, as belgas desde quinta-feira, dia 24, e as alemãs desde sexta-feira, dia 25. O que é que isto significa? Para entrar nestes dois países vizinhos os residentes do Luxemburgo tem de cumprir medidas rigorosas.

Há que salientar, no entanto, que os trabalhadores fronteiriços residentes nestes dois países não estão afetados pelas restrições, podendo como habitualmente passar as fronteiras para trabalhar no Luxemburgo.

Alemanha: o que é preciso fazer

Quem desejar agora visitar o país vizinho terá de apresentar obrigatoriamente um teste de despistagem negativo recente à entrada ou ser submetido a esse teste de diagnóstico.

Por seu lado, para os residentes alemães que queiram atravessar a fronteira e visitar o Luxemburgo existem diferentes restrições consoante as decididas pelos vários Länder.

Os residentes nos estados do Sarre e da Renânia-Palatinado que estiveram mais de 72 horas no Luxemburgo quando voltarem à Alemanha terão de fazer quarentena ou apresentar um teste negativo à infeção pela covid-19, realizado até 48 horas antes.

Bélgica: As restrições

Enquanto o Luxemburgo for considerado país de risco para o governo belga, aos residentes do Grão-Ducado só é permitido permanecer na Bélgica por 48 horas. Não mais do que isso.

Quem tenha de ficar neste país vizinho por um prazo superior terá de preencher um formulário.

Contudo, os estudantes do Luxemburgo na Bélgica tal como os trabalhadores transfronteiriços podem continuar a ir às aulas, não estando incluídos nas restrições. Outra das exceções, são os casos de emergência.

Por seu turno, o governo belga não proíbe os seus cidadãos de passarem a fronteira e vir ao Luxemburgo, mas são “fortemente desencorajados” a fazê-lo.

Asselborn em negociações

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn já está em negociações com os dois estados vizinhos para “limitar os efeitos” desta situação à população do Luxemburgo, anuncia o seu ministério em comunicado.

“O Ministro dos Negócios Estrangeiros Asselborn está em estreito contacto com o Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros Heiko Maas a este respeito”, precisa a nota divulgada.

Para o governo luxemburguês a nova colocação do país como “zona de risco” pelos seus vizinhos não se justifica.

“O Ministro Asselborn assinala que os números da infecção no Luxemburgo têm vindo a diminuir novamente há dias e que a taxa de reprodução caiu agora para 0,95”, declara o Ministério.

Atualmente, apenas a França mantém as fronteiras abertas com o Luxemburgo, sem restrições à circulação entre os dois países.


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Suíça também impõe restrições

A partir de hoje, 28 de setembro também há restrições para os residentes do Luxemburgo que queiram viajar para a Suíça.

Também o país helvético colocou o Grão-Ducado na lista negra das “zonas de risco”.

Assim, quem viajar do Luxemburgo para a Suíça é obrigado a respeitar uma quarentena de 10 dias à chegada. Mas esta medida é imposta para quem permaneça no Luxemburgo por mais de um dia. Se o residente na Suíça permanecer no Grão-Ducado por menos de 24 horas, não necessita de se submeter à quarentena.

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