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Covid-19. ALEBA pede respeito pelo código de trabalho
Luxemburgo 25.03.2020

Covid-19. ALEBA pede respeito pelo código de trabalho

Covid-19. ALEBA pede respeito pelo código de trabalho

Luxemburgo 25.03.2020

Covid-19. ALEBA pede respeito pelo código de trabalho

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Se vier a ter conhecimento de casos de atropelos ao direito do trabalho, a ALEBA diz que vai denunciá-los.

A Associação Luxemburguesa dos Empregados de Bancos e Seguros (ALEBA) exige respeito pelo direito do trabalho, numa altura em que algumas empresas são tentadas a desrespeitar o código de trabalho e a despedir funcionários desde que o governo decretou estado de emergência, por causa do coronavírus.

Numa carta assinada pelo presidente, Roberto Mendolia, e pelo secretário-geral, Laurent Mertz, a ALEBA sublinha que o momento “não é de polémica, nem de especulação ou de individualismo” e pede às empresas para não modificar de forma unilateral o contrato de trabalho em prejuízo do trabalhador ou para não obrigar os funcionários a tirar dias de férias.

A ALEBA apela ainda às empresas para abandonar a ideia dos despedimentos, optando antes pelo recurso ao mecanismo de desemprego parcial, em que o governo paga 80% dos salários.

Se vier a ter conhecimento de casos de atropelos ao direito do trabalho diz que vai denunciá-los.

Como forma de evitar uma crise social numa fase posterior a esta crise sanitária, a ALEBA insta o Governo e atuar com mais firmeza sobre as leis e exige “medidas rápidas e apropriadas de ajuda às empresas”.

Os responsáveis da Associação Luxemburguesa dos Empregados de Bancos e Seguros pedem ainda aos patrões para manterem apenas os trabalhadores necessários nos postos de trabalho críticos e vitais, recomendando a opção do teletrabalho para os restantes funcionários, como forma de evitar riscos.

Depois desta crise sanitária, a ALEBA propõe uma “reflexão profunda sobre o funcionamento da economia”, defendendo uma economia responsável, justa e mais ecológica no lugar do atual modelo económico, marcada pela corrida desenfreada ao lucro.

Este organismo pede ainda às empresas em regime de teletrabalho e com stocks de máscaras de proteção e desinfetantes que entreguem estes materiais aos hospitais.

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