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Covid-19: Agência europeia alerta para risco “muito elevado” de contágio das novas variantes
Luxemburgo 3 min. 21.01.2021

Covid-19: Agência europeia alerta para risco “muito elevado” de contágio das novas variantes

Covid-19: Agência europeia alerta para risco “muito elevado” de contágio das novas variantes

Luxemburgo 3 min. 21.01.2021

Covid-19: Agência europeia alerta para risco “muito elevado” de contágio das novas variantes

Lusa
Lusa
“A probabilidade de introdução e propagação comunitária” na União Europeia novas estirpes detetadas no Reino Unido, África do Sul e Brasil é “muito elevada devido à sua maior transmissibilidade", indica novo relatório

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) alertou hoje para o risco “muito elevado” de contágio das novas “e preocupantes” variantes do SARS-CoV-2, pedindo restrições mais rigorosas e rapidez na vacinação dos grupos de risco.

Em causa está o relatório sobre o “Risco de propagação das novas e preocupantes variantes da SARS-CoV-2”, hoje divulgado pelo ECDC e ao qual a Lusa teve acesso, no qual esta agência europeia frisa que “a probabilidade de introdução e propagação comunitária” na União Europeia e Espaço Económico Europeu (UE/EEE) das novas estirpes detetadas no Reino Unido, África do Sul e Brasil é “muito elevada devido à sua maior transmissibilidade”.


Casos da variante britânica no Luxemburgo sobem para 12
Para já, não foram identificados no país quaisquer casos das variantes sul-africana ou japonesa.

Aumento de novas infeções

“Este aumento da transmissibilidade é suscetível de causar um aumento do número de infeções. Isto, por sua vez, é suscetível de levar a taxas mais elevadas de hospitalização e morte em todos os grupos etários, mas particularmente para os grupos etários mais velhos ou com comorbidades”, alerta o ECDC.

Por essa razão, o centro avisa os países europeus que “são necessárias intervenções não-farmacêuticas [restrições] mais rigorosas para reduzir a transmissão e aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde”, tais como confinamento das pessoas mais vulneráveis, restrições às viagens e fecho de escolas.

“O impacto da introdução e da propagação comunitária é considerado elevado. O risco global associado à introdução e propagação comunitária de variantes preocupantes é, portanto, avaliado como sendo elevado/muito elevado”, insiste o ECDC.


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A variante britânica do vírus da covid-19 continua a espalhar-se pelo mundo e foi detetada, na semana passada, em 60 países e territórios, disse hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Evitar" viagens "não essenciais"

No que toca aos viajantes, esta agência europeia propõe que, “a fim de abrandar a importação e propagação das novas variantes preocupantes do SARS-CoV-2, devem ser evitadas as viagens não-essenciais”.

“Para além das recomendações contra viagens não essenciais […], devem ser mantidas medidas como os testes e quarentena dos viajantes, em particular para viajantes de áreas com maior incidência das novas variantes”, sugere esta entidade, que tem como missão apoiar os países europeus no combate a pandemias e epidemias.

Além disso, no relatório a que a Lusa teve acesso, os Estados-membros da UE são “encorajados a acelerar o ritmo de vacinação para grupos de alto risco, tais como os idosos e os profissionais de saúde”.

“Nesta fase, a vacinação está centrada na proteção das pessoas em maior risco de doenças graves, e na redução da morbilidade, mortalidade e do fardo sobre os sistemas de saúde. É importante utilizar as vacinas disponíveis para proporcionar proteção àqueles que são mais vulneráveis e aos trabalhadores-chave contra as atuais variantes de vírus em circulação na UE/EEE”, vinca a agência europeia.


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Países com maior vigilância

O ECDC defende, também, que os países europeus devem continuar “a acompanhar as alterações locais das taxas de transmissão ou da gravidade da infeção para identificar e avaliar a circulação e o impacto das variantes”, o que passa pela sequenciação e rastreamento.

“A fim de detetar a introdução de variantes conhecidas, bem como o aparecimento de novas variantes, os Estados-membros devem aumentar o nível de vigilância e sequenciação de uma amostra representativa de casos comunitários de covid-19”, ao mesmo tempo que devem “preparar laboratórios para aumentar o volume dos testes, adianta a estrutura, num documento em que é reiterada a “preocupação” sobre as novas mutações.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.075.698 mortos resultantes de mais de 96,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo.

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