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Covid-19 afetou evolução do emprego no primeiro trimestre
Luxemburgo 19.06.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19 afetou evolução do emprego no primeiro trimestre

Covid-19 afetou evolução do emprego no primeiro trimestre

Luxemburgo 19.06.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19 afetou evolução do emprego no primeiro trimestre

Diana ALVES
Diana ALVES
Sem surpresas, a pandemia da covid-19 está a afetar a evolução do emprego no Luxemburgo. No primeiro trimestre deste ano, o aumento do número de trabalhadores no país ficou-se pelos 0,3% face a igual período de 2019. No trimestre anterior, a subida tinha sido de 0,8%, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (STATEC).

Enquanto nuns setores – como é o caso do da construção civil –, o emprego continuou a progredir de forma positiva, noutros chegou mesmo a haver perdas ao nível de efetivos.

Olhando para as variações trimestrais, o STATEC verifica por exemplo uma diminuição de 2,1% no ramo das ‘atividades especializadas e serviços de apoio”, entre o último trimestre de 2019 e o primeiro deste ano. Dentro deste setor, a área mais afetada foi a das agências de trabalho temporário, com uma quebra anual de 24,6%. O instituto de estatística sublinha que estas atividades são sempre as primeiras a sofrer em tempos de crise económica.

Quanto à HORESCA, as estatísticas do STATEC não permitem, para já, analisar o verdadeiro impacto da crise neste ramo, já que aparece inserido numa categoria mais vasta, que inclui ‘comércio, transportes, alojamento e restauração’. Segundo o instituto, o emprego nesta área progrediu 0,6%.

Mas nem tudo são más notícias, o ramo da administração e outros serviços públicos e o setor da construção evoluíram de forma positiva, ambos com um aumento do emprego na ordem dos 1,2%. No caso da construção, o STATEC indica que o setor foi afetado pela crise sanitária sobretudo nas últimas duas semanas do confinamento, o que poderá explicar a evolução positiva no primeiro trimestre.

Quanto ao número de trabalhadores transfronteiriços, o aumento trimestral foi de apenas 0,2%, contra o avanço de 1% verificado no trimestre precedente. O número de transfronteiriços vindos da França e da Bélgica praticamente estagnou nos primeiros três meses do ano, enquanto o fluxo de novos trabalhadores oriundos da Alemanha conseguiu resistir à crise, registando um ligeiro aumento de 0,7%.

Entre os residentes, houve uma quebra de 0,1% entre os trabalhadores originários da União Europeia, ao passo que os residentes luxemburgueses apresentam uma variação trimestral positiva de 0,7%.  

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