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Covid-19. 20% da hotelaria e restauração poderá ir à falência, alerta Horesca
Luxemburgo 15.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. 20% da hotelaria e restauração poderá ir à falência, alerta Horesca

Covid-19. 20% da hotelaria e restauração poderá ir à falência, alerta Horesca

Chris Karaba
Luxemburgo 15.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. 20% da hotelaria e restauração poderá ir à falência, alerta Horesca

Redação
Redação
Se o confinamento se prolongar muitos dos pequenos restaurantes e cafés não vão aguentar, e cerca de 20 mil trabalhadores poderão ir para o desemprego, diz o presidente da federação.

A pandemia está a ser responsável por um grande golpe no setor da restauração no Luxemburgo. Com o estado de emergência a vida social foi interrompida. Hotéis, restaurantes, cafés e bares, outrora cenários preferidos para socializar e descontrair tiveram de fechar portas. 

Uma situação que irá gerar uma crise no setor, voltou a alertar esta manhã, Alain Rix, presidente da Federação Nacional dos Hotéis Restaurantes e Cafés (Horesca).


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Em causa está o encerramento ao público dos espaços comerciais não essenciais. A medida abrange 14.000 trabalhadores.

"As nossas empresas não vão aguentar muito mais tempo. Mais uma ou duas semanas e depois será hora de fechar", declarou Alain Rix, em entrevista à RTL. 

O responsável falava sobretudo das pequenas empresas, estimando que 15% a 20% de empresas possam ir à falência. O que significa que cerca de 20 mil trabalhadores possam ficar desempregados.

 "As perdas já não podem ser recuperadas", frisou o presidente da Horesca estimando que mesmo após a crise não antevê um aumento de clientes nos restaurantes, em relação ao que havia antes da epidemia.

Para tentar minorar os danos, Alain Rix apelou aos habitantes do Luxemburgo que no regresso à vida normal optem pelas empresas locais e façam férias no Grão-Ducado.


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"Muitos estabelecimentos estão em grande dificuldade", com falta de dinheiro e com despesas por pagar, alerta a federação.

"As coisas nunca mais vão ser as mesmas", vincou o presidente da Horesca. Quando o setor voltar a abrir terá de obedecer a rigorosas regras de higiene para proteger trabalhadores e clientes, disse. Por seu turno, a ASTI já reivindicou medidas excecionais para os trabalhadores precários do setor da hotelaria e restauração e também da construção civil, que empregam parte deles.

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