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Coronavírus. Governo lança embargo à carne da China e faz recomendações
Luxemburgo 2 min. 31.01.2020

Coronavírus. Governo lança embargo à carne da China e faz recomendações

Coronavírus. Governo lança embargo à carne da China e faz recomendações

Photo : AFP
Luxemburgo 2 min. 31.01.2020

Coronavírus. Governo lança embargo à carne da China e faz recomendações

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Quem puder deve adiar viagem à China, pedem os ministros reforçando as medidas de prevenção: Animais provenientes deste país estão proibidos de entrar.

O governo lançou esta sexta feira várias recomendações aos residentes do Luxemburgo que tenham de viajar para a China para prevenir situações de contágio do coronavírus. Até hoje este vírus fez 213 mortes e infetou quase 10 mil pessoas em 23 países.

Os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Saúde recomendam mesmo adiar “qualquer viagem não essencial à China” e “evitar qualquer viagem à província de Hubei e a Wuhan em particular”, a cidade epicentro do coronavírus, que está de quarentena. “Quem lá estiver já não pode deixar a cidade sem autorização”.

Os residentes do Luxemburgo que estiverem a viajar na China devem também tomar todos os cuidados: “evitar qualquer contacto com animais, vivos ou mortos, especialmente nos mercados” e “evitar o contacto próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias febris”. E que sigam as instruções das autoridades locais.

Foto: DPA

 Embargo aos animais e à carne

Também hoje o Ministro da Mobilidade, François Bausch anunciou que o governo aplicou um “embargo ao transporte de animais ou carne que venham da China”. A medida foi divulgada na resposta a uma questão parlamentar colocada pelos deputados do CSV Marc Spautz e Jean-Marie Halsdorf .

Francois Bausch informou também sobre as precauções que a Cargolux está já a tomar nos 23 voos semanais que realiza para a China, entre eles para Zhengzhou, que dista 500 quilómetros de Wuhan. 


TOPSHOT - A man wearing a face mask sits on a bench as he waits on a platform for a MTR underground metro train during a Lunar New Year of the Rat public holiday in Hong Kong on January 27, 2020, as a preventative measure following a coronavirus outbreak which began in the Chinese city of Wuhan. (Photo by Anthony WALLACE / AFP)
Coronavírus. Cerco aperta-se ao Luxemburgo mas ainda não há registo de casos
Até terça-feira não havia situações suspeitas ou confirmadas de pessoas infetadas com o vírus, mas o governo já acionou medidas de prevenção. Cargolux reforçou a proteção dos funcionários e baniu o transporte de animais vivos vindos da China.

O Contacto já tinha anunciado estas medidas de segurança e de saúde para com os funcionários e tripulação das aeronaves que realizam estes voos, com base nas informações dadas pela porta-voz da companhia aérea de carga do Luxemburgo. 

O uso de máscaras especiais e toalhas desinfetantes são duas delas. No entanto, a possibilidade de importação do vírus é reduzido, vincam a Cargolux e o Governo. A Cargolux também já tinha declarado ter banido o transporte de animais vivos vindos da China. Mas agora o governo lançou mesmo um embargo.

A possibilidade do coronavírus chegar ao Luxemburgo é “moderada ou fraca”, vinca François Bausch.

Porque “não existem fluxos importantes de passageiros provenientes das regiões afetadas não existe ligação aérea direta com as cidades focos de infeção”. Todavia, o ministro sublinha que não se pode excluir a possibilidade de passageiros oriundos da China com suspeitas de infeção não possam chegar ao Luxemburgo vindos de outros aeroportos.

Foto: AFP

Doentes suspeitos serão isolados

Se tal acontecer, o Luxemburgo está preparado, garante o governante.

No caso de haver pessoas com suspeita de sintomas de infeção por coronavírus como febre ou tosse, o caso será de imediato relatado a um médico da Direção Geral da Saúde e os doentes colocados em “isolamento num hospital apropriado até que a doença possa ser excluída”.  

O Centre Hospitalier de Luxembourg “está disponível para permitir o isolamento adequado destes doentes”.

Por seu lado, as autoridades da saúde irão analisar todo o historial de viagens do paciente na região durante os últimos dois anos.

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