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Corinne Cahen continua sob fogo: depois da sapataria o Airbnb
Luxemburgo 10.11.2019

Corinne Cahen continua sob fogo: depois da sapataria o Airbnb

Corinne Cahen continua sob fogo: depois da sapataria o Airbnb

Foto : Chris Karaba
Luxemburgo 10.11.2019

Corinne Cahen continua sob fogo: depois da sapataria o Airbnb

A ministra da Família não tem sossego, depois de ter sido acusada de querer defender a sapataria da família usando a sua conta de email do Governo, a dirigente do DP é agora acusada de ter proposto arrendar um apartamento na plataforma Airbnb, o que configuraria uma violação do código deontológico a que estão obrigados os governantes.

O facto, revelado pela RTL, data de janeiro. A ministra da Família Corinne Cahen colocou um apartamento para arrendar na plataforma Airbnb, a 80 euros o dia.

Na época, o facto passou despercebido sendo agora levado ao Parlamento pelos deputados da oposição, na sequência do caso do email da sapataria, protagonizado pela mesma Corinne Cahen. 

Recorde-se que nas origens desse caso da sapataria está um email que Corinne Cahen enviou, no passado mês de abril, à União dos Comerciantes da cidade do Luxemburgo (UCVL) no qual alegadamente denunciava a situação complicada em que a sapataria propriedade da sua família se encontrava por causa dos trabalhos de construção da linha do elétrico. Um email que a ministra enviou do seu endereço eletrónico profissional.  

Na altura, para Xavier Bettel, depois da ministra se ter desculpado de ter usado o seu "email profissional", a preocupação de Corinne Cahen não pode ser considerado um caso de abuso de poder. "Esta preocupação [manifestada pela ministra] não pode ser considerada inaceitável", defendeu. 

Agora o deputado do ADR Fernand Kartheiser considera, na sua interpelação na quinta-feira ao primeiro-ministro, que apesar o anúncio ter sido posteriormente retirado, segundo o código deontológico a que estão sujeitos os membros do Governo não pode haver nenhum conflito de interesses entre as funções públicas e negócios privados, e que em nenhuma circunstância "os membros do Governo podem aceitar outras remunerações". 

Um dado que preocupa também o maior partido da oposição, o CSV. À margem do congresso extraordinário do partido cristão social, o presidente deste, Frank Engel, declarou aos jornalistas, citado pelo Le Quotidien, que este comportamento da ministra viola o código deontológico a que está sujeita: "Corine Cahen é minha amiga, mas se recebe um rendimento complementar à sua função de ministra, há uma violação do código deontológico", afirmou. 

Resta saber, se depois do caso da sapataria e agora do Airbnb, como vai descalçar a bota o primeiro-ministro, Xavier Bettel, e se vai manter a confiança na sua ministra. 

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