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Consumo de água potável caiu 17% desde 2010 no Luxemburgo

Consumo de água potável caiu 17% desde 2010 no Luxemburgo

Luxemburgo 22.03.2019

Consumo de água potável caiu 17% desde 2010 no Luxemburgo

A água é o bem mais precioso da natureza e, como sabemos, é necessário racionalizar, cada vez, mais o seu consumo.

O Serviço Nacional de Estatística (STATEC) elaborou um estudo sobre a matéria, no âmbito do Dia Internacional da Água, que se assinala hoje, e concluiu, entre outros aspetos, que o consumo de água potável da rede pública no Luxemburgo já diminuiu mais de 17%, desde 2010.

O consumo de 2010 foi de 242,8 litros por dia e em 2017 já tinha caído para 200,5 litros.

A água extraída em bruto para se transformar em água potável provém de lençóis freáticos e dos lagos, sendo que a rede de aquedutos fornece mais de 99% da água consumida pela população.

É essencialmente nas zonas rurais que os habitantes captam a água privada, através de furos.

O país tem cerca de 5 000 km de aquedutos públicos ligados a 180.000 canais para fornecimento às famílias e às indústrias.

Por outro lado, há 279 estações de tratamento de águas usadas que beneficiam cerca de 94% da população.

A recolha total deste precioso líquido para transformar em água potável é de cerca de 120 000 mᵌ por dia, com uma margem de desperdício, à volta de 3%.

O projeto piloto do STATEC sublinha, ainda, que as famílias consumiram 58% da água potável em 2015, considerado um ano de referência. 55% das águas usadas, canalizadas para as estações de tratamento eram provenientes dos agregados familiares.

Por outro lado, o retorno da água ao ambiente foi composto principalmente de água usada e tratada pelas estações de tratamento, que representou mais de 90% do fluxo total. Esse escoamento caiu mais de 50%, entre 2013 e 2015.

Outro dado importante a reter: os consumidores suportam menos de 84% dos custos das estações de tratamento.

De referir, ainda, que o pais está bastante longe do limiar de 25% do chamado stress hídrico, que pode entravar a viabilidade dos recursos naturais e do desenvolvimento económico e social. O nível de 2016 ficou pelos 2,7%.

Avelino Gomes