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Consumo de droga em queda no Luxemburgo
Luxemburgo 10.02.2020 Do nosso arquivo online

Consumo de droga em queda no Luxemburgo

Consumo de droga em queda no Luxemburgo

Foto: Getty Images/LW
Luxemburgo 10.02.2020 Do nosso arquivo online

Consumo de droga em queda no Luxemburgo

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Há menos consumidores de droga e menos mortes por ‘overdose’.

O consumo de drogas está em queda no Luxemburgo. Estima-se que o número de pessoas que consomem drogas de alto risco seja cerca de 2.250. Esta é uma das conclusões do relatório RELIS, sobre o consumo de estupefacientes no Grão-Ducado, divulgado hoje pelo Ministério da Saúde. 

Em 2018, a média de consumidores – entre os 15 e os 64 anos – era de 5,8 por cada mil habitantes. No ano 2000 o número era de nove consumidores de estupefacientes por mil habitantes.

Também há menos mortes por ‘overdose’ nas duas últimas décadas: quatro vítimas em 2018 contra 26, em 2000. O número de novas infeções VIH-SIDA em pessoas que injetam drogas segue esta tendência: diminuiu, passando de 21 casos, em 2016, para quatro, em 2018.

A canábis continua a ser a droga mais consumida. Vinte e três por cento consumiu canábis pelo menos uma vez na vida, enquanto em 2018, 4,9% da população o fizeram. A taxa de consumo de canábis aumenta para 27% no caso dos adolescentes, entre os 15 e os 18 anos.

A segunda droga mais consumida no país é a cocaína. Seguem-se as anfetaminas, o ecstasy e os alucinogénios, como o LSD.

Foto: Serge Waldbillig

Quanto aos utentes das salas de chuto, a inalação está a ganhar terreno ao uso de seringas, ou seja, há menos pessoas a injetarem droga. Segundo o Ministério da Saúde, 51% dos toxicodependentes que frequentam as salas de consumo supervisionado usam a inalação, o que constitui um modo de consumo mais seguro, reduzindo o risco de ‘overdose’ e transmissão de doenças infecciosas.

Ainda assim, o número de toxicodependentes em tratamento está a aumentar. Em 2018, foram registados 167 mil contactos com estruturas nacionais de apoio e redução de riscos (contra 151 mil em 2016). A idade média dos toxicodependentes em tratamento também aumentou: 38 anos, (contra 28 anos em 1997), a maioria homens (76%).

Quanto à apreensão de drogas, as autoridades registaram um recorde de 347 quilos de cocaína e apreenderam ainda 216 quilos de canábis. Note-se que o Luxemburgo já legalizou o consumo de canábis terapêutico e tenciona fazer o mesmo para o consumo recreativo.


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