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Constipações e gripes aumentam nas salas de aula "geladas"
Luxemburgo 2 min. 28.10.2020

Constipações e gripes aumentam nas salas de aula "geladas"

Constipações e gripes aumentam nas salas de aula "geladas"

Foto:Guy Jallay/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 28.10.2020

Constipações e gripes aumentam nas salas de aula "geladas"

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
As janelas e portas abertas nas salas de aula para ventilar o ambiente e travar a proliferação do vírus estão a provocar constipações e gripes entre alunos e professores, que se queixam das correntes de ar e do frio.

Os professores já pediram aos pais para os filhos levarem "casacos" e até "mantas" para a aula para se protegerem do frio. "Muitos professores e alunos congelam durante as aulas, o número de constipações vai aumentar, e os professores e alunos estão cada vez mais a faltar devido a doença", declara o Sindicato da Educação e Ciências (SEW, na sigla original) da OGBL. 

O alerta para o problema é também feito pela Representação Nacional dos Pais (RNP) que exige indicações claras do Ministério da Educação para o arejamento adequado das salas de aula. A tutela impôs às escolas que as salas fossem ventiladas regularmente, através da abertura de janelas e portas, pelo menos nos primeiros e últimos cinco minutos de cada classe durante o outono e inverno. 

Quando o tempo o permitisse as janelas deveriam estar sempre abertas. Para travar o vírus e manter a temperatura das salas "agradável" o SEW propõe a adoção de semáforos de CO2 como "medida eficaz para prevenir a contaminação do Sars-CoV-2". Estes semáforos, indicam "quando os valores de CO2 aumentam no ambiente e que são acompanhados pela maior quantidade de aerossóis infeciosos". Só quando atingem determinado valor é que é necessário abrir as janelas para arejamento da sala. Uma ferramenta "barata" para ventilar corretamente as salas de aula e que evita a necessidade de ter as janelas e portas sempre abertas, defende o SEW.

Por seu turno, a RNP diz que as escolas estão a aplicar as medidas de ventilação de forma distinta e apela à adoção de uma nova regra. "A ventilação como prevenção da disseminação dos aerossóis é necessária, mas as salas de aula deveriam ser arejadas nos intervalos das aulas em vez da ventilação constante durante a classe que expõe os alunos às correntes de ar". Esta "é uma prioridade absoluta" que o governo tem de adotar.


Infeções e preocupações aumentam nas escolas, mas Governo não adota para já novas medidas
Alunos e professores contaminados ou em quarentena, o vírus a espalhar-se, pais inquietos, sindicatos a exigir medidas nacionais mais concretas e o ministro da Educação a preferir esperar para ver como evolui epidemia.

A epidemia da covid-19 tomou conta do país com as infeções a galoparem para valores nunca vistos. O primeiro-ministro alerta que "o vírus está em todo o lado". As escolas não escapam a este cenário de crise, com infeções entre alunos e professores a aumentarem a cada dia. O ministro da Educação não vai adotar para já novas medidas, à exceção da contratação urgente de professores para substituir os que estão em casa em isolamento ou quarentena. Uma passividade que está a ser alvo de fortes críticas dos pais, professores e políticos.  

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