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Como uma banda sueca calou uma tempestade luxemburguesa
Luxemburgo 1 2 min. 26.06.2022
Música

Como uma banda sueca calou uma tempestade luxemburguesa

Música

Como uma banda sueca calou uma tempestade luxemburguesa

Luxemburgo 1 2 min. 26.06.2022
Música

Como uma banda sueca calou uma tempestade luxemburguesa

Ricardo J. RODRIGUES
Ricardo J. RODRIGUES
Um temporal abateu-se sobre o Grund minutos depois de os The Hives subirem ao palco do festival Siren's Call. Chuva e vento assombrariam todo o concerto, mas o grupo conseguiu dominar a tempestade. Sábado houve uma lição de espírito viking no Luxemburgo.

Depois de dois anos de interrupção forçada por causa da pandemia, o festival Siren's Call voltou ao Grund e a Clausen. Sábado foi dia cheio no vale do Alzette, com a música indie, o electro pop e o pós-punk a marcarem o compasso nos cinco palcos da festa. No cartaz estavam nomes como os britânicos Nothing But Thieves, a francesa Fichbach ou os irlandeses The Clockworks. Mas a estrela do cartaz vinha do frio.

Quando os suecos The Hives subiram ao palco que tinha sido instalado ao ar livre na Abadia de Neimenster, ninguém podia imaginar que o concerto teria um convidado especial. Nem sequer os membros da banda. Pelle Almqvist e companhia largaram os primeiros acordes às 22h11. Seis minutos depois, chegaria a surpresa: uma intempérie de dimensões bíblicas.

Os The Hives atuando à chuva.
Os The Hives atuando à chuva.

Os The Hives têm fama de ser uma das melhores bandas do mundo em palco. Em 2006, a falecida revista Spin considerava-os os oitavos melhores do planeta quando o assunto era tocar ao vivo. Então não ia ser uma pancada de chuva ou um vendaval a darem cabo da festa. Num sábado à noite no Grund, os rapazes de Fagersta, uma cidade industrial 170 quilómetros a noroeste de Estocolmo, fizeram por merecer a fama.

O fundo do palco tinha uma tela com o nome do grupo, que em poucos minutos se soltou das amarras e teve de ser desmontada por causa do vento. Membros da organização apressaram-se a distribuir impermeáveis, que não faziam grande coisa para proteger da borrasca. Então muita gente entregou-se aos elementos. Já Fred Astaire nos tinha ensinado a todos as vantagens de dançar à chuva. 

"Isto não é chuva suficiente", gritava Pelle, e abria os braços ao céu a pedir mais água. Os deuses devem-no ter atendido - na verdade responderam com uma trovoada sonante. Pelo meio iam cantando Walk Idiot Walk, Main Offender e I Hate to Say I Told You So e com isso levavam a multidão ao rubro.

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O concerto foi de nervos para os assistentes técnicos, com medo de que os instrumentos e o material de palco se estragassem. Mas houve tempo para um encore e, no fim de tudo, para a canção que toda a gente continuava à espera - Tick Tick Boom. Pelle saiu do palco, lançou-se sobre a multidão, e à medida que a chuvada cessava os Hives podiam orgulhar-se de ter celebrado um concerto épico. Foram verdadeiros vikings na hora de enfrentar o verão luxemburguês, estes rapazes.

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