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Comissão Europeia contra o Racismo aponta falhas ao Luxemburgo
Luxemburgo 14.11.2019

Comissão Europeia contra o Racismo aponta falhas ao Luxemburgo

Comissão Europeia contra o Racismo aponta falhas ao Luxemburgo

Foto: Arquivo LW
Luxemburgo 14.11.2019

Comissão Europeia contra o Racismo aponta falhas ao Luxemburgo

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O Luxemburgo volta a receber um puxão de orelhas das instituições internacionais.

O presidente da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) volta a apontar falhas ao Luxemburgo na luta contra o racismo.

De acordo com o estudo "Ser negro na Europa", da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), 52% dos negros inquiridos no Luxemburgo dizem ter sido vítimas de racismo nos últimos cinco anos antes do estudo, no acesso à habitação, emprego ou educação. O Luxemburgo é o segundo país da União Europeia com a mais alta taxa de perceção de racismo contra a comunidade negra.

À margem da conferência-debate promovida ontem pela ASTI sobre esta matéria, o presidente da ECRI, Jean Paul Lehners, voltou a defender o reforço de poderes do Centro para a Igualdade de Tratamento (CET), organismo responsável para intervir em casos de discriminação.

Além da falta de poder do Centro para a Igualdade de Tratamento, Jean Paul Lehners aponta ainda outras falhas que o Luxemburgo deverá colmatar na luta contra o racismo.

Jean Paul Lehners foi um dos oradores da primeira conferência-debate para assinalar os 40 anos da Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI).

A Rádio Latina ouviu também o porta-voz da ASTI, que desafia o governo e os legisladores a tomarem medias para combater o racismo. Se não o fizerem, Sérgio Ferreira diz que caberá então à sociedade civil atuar.

No Luxemburgo, 47% dos negros entrevistados no estudo foram vítimas de racismo durante o processo de procura de emprego e 28% foram discriminados no acesso à habitação, por causa da cor da pele.


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