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Comissão Escolar quebra silêncio sobre razões do fim dos cursos de português em Esch
Luxemburgo 2 min. 19.12.2016 Do nosso arquivo online

Comissão Escolar quebra silêncio sobre razões do fim dos cursos de português em Esch

Comissão Escolar quebra silêncio sobre razões do fim dos cursos de português em Esch

Foto: Marc Wilwert
Luxemburgo 2 min. 19.12.2016 Do nosso arquivo online

Comissão Escolar quebra silêncio sobre razões do fim dos cursos de português em Esch

A secretária da Comissão Escolar de Esch-sur-Alzette, Chantal Schoettert, quebrou o silêncio e divulgou hoje à RADIO LATINA que a “falta de coordenação entre os professores luxemburgueses e portugueses” foi o verdadeiro motivo que levou ao fim das aulas de ensino integrado em português naquela autarquia do sul do Luxemburgo.

A secretária da Comissão Escolar de Esch-sur-Alzette, Chantal Schoettert, quebrou o silêncio e divulgou hoje à RADIO LATINA que a “falta de coordenação entre os professores luxemburgueses e portugueses” foi o verdadeiro motivo que levou ao fim das aulas de ensino integrado em português naquela autarquia do sul do Luxemburgo.

Segundo esta responsável, estas conclusões resultam da avaliação feita no final de 2015 nas oitos escolas fundamentais de Esch.

Chantal Schoettert revelou que a avaliação foi levada a cabo, a nível nacional, por um grupo de pilotagem composto por membros do Ministério da Educação luxemburguês e pela Coordenação do Ensino de Português no Luxemburgo.

Na prática, este grupo de pilotagem - que teve como missão avaliar os 30 anos de existência do ensino integrado no Luxemburgo e cujo relatório nacional não foi, ainda, tornado público - elaborou um questionário que foi distribuído aos professores.

Chantal Schoettert esclareceu ainda que, já em 2014, informou a Embaixada de Portugal no Luxemburgo, a quem cabe a tutela da Coordenação do Ensino de Português, sobre alguns “disfuncionamentos” em relação aos cursos de português.

“Os encarregados de educação eram assediados pelos professores para inscreverem os seus filhos nas aulas integradas”, denunciou Chantal Schoettert em declarações à estação emissora.

Esta responsável da Comissão Escolar de Esch-sur-Alzette explica que só agora teve o aval do Conselho de Vereadores para poder divulgar publicamente os motivos do fecho do ensino integrado em português.

Uma decisão que já foi validada pelo mesmo Conselho e que será efetiva no próximo ano letivo. A medida vai afetar cerca de 550 alunos.

Chantal Schoetter diz que a Comissão Escolar está aberta para encontrar outras soluções para que os alunos continuem a aprendizagem na sua língua materna.

A proposta passa pela colaboração, dentro da sala de aula, com “assistentes de língua portuguesa”. Um projeto que se destina aos alunos do primeiro ciclo.

Recentemente, a presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, esteve no Luxemburgo, onde se reuniu com membros do Ministério da Educação sobre um projeto alternativo ao ensino integrado em Esch.

“O que está em cima da mesa é uma proposta que será também melhor analisada pelas autoridades luxemburguesas e que será objeto de uma reunião em janeiro para definir os contornos técnicos da sua aplicabilidade”, referiu Ana Paula Laborinho, sem querer, para já, revelar o teor do projeto.

No passado dia 8 de dezembro, os pais dos alunos do ensino integrado de português em Esch-sur-Alzette constituíram esta quinta-feira (8) uma comissão ‘ad hoc’, com o objetivo de lutar contra a decisão da Comissão Escolar daquela autarquia do sul do Luxemburgo de encerrar os cursos de língua portuguesa. Os encarregados de educação lançaram ainda uma petição que soma perto de 500 assinaturas.

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