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Claude Meisch. Turmas vão ser divididas em dois e máscaras obrigatórias até entrar na sala de aula
Luxemburgo 4 min. 16.04.2020

Claude Meisch. Turmas vão ser divididas em dois e máscaras obrigatórias até entrar na sala de aula

Claude Meisch. Turmas vão ser divididas em dois e máscaras obrigatórias até entrar na sala de aula

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 4 min. 16.04.2020

Claude Meisch. Turmas vão ser divididas em dois e máscaras obrigatórias até entrar na sala de aula

Redação
Redação
O ministro explicou como é que é possível regressar progressivamente à escola mantendo medidas para impedir o contágio do novo coronavírus.

O ministro começou por elogiar a comunidade escolar que tomou em mãos o desafio de seguir com o ensino, a partir de casa, nestes tempos de pandemia.  Alunos, pais e professores adaptaram-se de uma forma criativa. "Estou impressionado por este esforço. Não o digo as vezes suficientes : obrigado por este esforço". 

Para o governante, estas cinco semanas ajudaram a controlar o novo coronavírus. O vírus foi debilitado, mas isso não quer dizer que as escolas possam abrir de um dia para o outro. 

"Esta situação não foi feita sem pagar um peso pesado: há alunos com dificuldades linguísticas, gente que acumula atrasos nas matérias, há também a questão psicológica pelo facto de as pessoas estarem fechadas.", enumerou. 

O Governo elaborou um plano para sair passo-a-passo desta situação. "Temos um duplo objetivo: garantir este ano escolar e conseguir a educação de todos os alunos. Tivemos que ponderar a educação por um lado e a defesa da saúde por outra parte". 

Para elaborar este plano, o Executivo analisou o que se passa nos países vizinhos. 

"Não haverá uma normalização. As escolas vão funcionar de uma forma diferente do que antes, mas será melhor que nas últimas semanas. ", explicou.

"Vamos concentrar o nosso esforço sobre os conteúdos escolares fundamentais até ao fim do ano.", disse.

 Para ser possível regressar ao ensino presencial em segurança as turmas serão divididas em dois. 

"Classes teóricas e práticas vão alternar. Vamos dividir as turmas em dois. Recebem o ensino do professor na escola e depois estudam. Uma semana para cada tarefa". 

"Tudo vai ser feito para o ensino adaptar-se às novas circunstâncias. Para evitar a propagação do vírus e manter as condições de distanciamento. Isso vai permitir-nos respeitar a regra do distanciamento social de dois em dois metros. O mesmo vai acontecer nos transportes escolares, que vão levar metade das pessoas.", enumerou o ministro.

"As máscaras serão obrigatórias no transporte escolar e facultativas na turma. As pessoas devem ter uma proteção que tape o nariz e a boca. Os alunos vão levar essa máscara de casa até à escola. Na sala de classe não é obrigatória. Mas quando saírem das aulas, no caminho, até a casa, voltam a ter que ter máscara". 

"É preciso que toda gente tenha uma proteção adequada. Haverá uma repartição de máscaras em todas as salas. Haverá desinfetante e as pessoas vão desinfetar as mãos frequentemente. "

"Não vai ser possível misturar grupos de alunos. As pessoas vão ficar com a sua metade da turma. As cantinas vão continuar fechadas. Vamos ver como vai ser possível alimentar as pessoas. "

O ministro sublinhou que vai ser preciso respeitar sempre a regra dos dois metros de distância, até no recreio. Durante os próximos tempos também não haverá aulas de desporto. 

As pessoas mais vulneráveis, devido a doença, ficarão em casa. Mesmo que não não possam ir à escola vão poder participar, por meios informáticos, no desenrolar das aulas. 

O calendário do progressivo regresso à escola

Os primeiros alunos a regressar às aulas são os finalistas do ensino secundário, no dia 4 de maio. Em causa estão os alunos que têm exames de fim de estudos secundários, os do 1.° e 13.° anos dos chamados liceus clássico e técnico e também os alunos que estão no último ano da sua formação profissional.

As restantes turmas do ensino secundário regressam às aulas no dia 11 de maio.

No dia 25 de maio, reabrem as escolas do ensino fundamental. 

No mesmo dia abrem também creches e “maisons relais”. 

Tendo em conta que as necessidades dos encarregados de educação são hoje outras, o ministro da Educação “garante que haverá estruturas de acolhimento extracurriculares para todas as crianças, mesmo para aquelas que, até aqui, não estavam inscritas em nenhuma estrutura”. 

Uma reunião entre os responsáveis dessas estruturas e o ministro da Educação está já agendada para a próxima segunda-feira, para analisar alargar a capacidade de acolhimento.

Foi o que revelou esta tarde o ministro da Educação, Claude Meisch, em videoconferência de imprensa, adiantando que o plano de saída de confinamento do governo tem como prioridade “a saúde” dos alunos e do pessoal docente. 

E por essa razão, repetiu, “não será uma retoma escolar normal”.

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