Claude Meisch. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido"
Claude Meisch. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido"
O ministro da Educação, Claude Meisch, fez hoje em conferência de imprensa o balanço destas semanas de quarentena. Sublinhou que todos os agentes educativos "têm feito o maior esforço para conseguir o melhor". Fez notar que só com a flexibilidade se conseguiu que o ensino continuasse durante a crise sanitária. "A colaboração entre todos foi um dos instrumentos mais importantes deste trabalho", realçou. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido", declarou.
O ministro fez notar a importância que das novas tecnologias para conseguir este trabalho. "O que seria da nossa situação se esta crise tivesse acontecido há 20 ou 30 anos?", interrogou-se. Meisch fez também notar que há estudantes e professores que têm mais hábitos de utilização das novas tecnologias, mas toda a gente foi capaz de ultrapassar alguns atrasos que poderiam existir nalguns casos. "Após o fim desta situação, estas novas capacidades aprendidas vão ficar", garantiu.
Meisch informou ainda que a licença por razões familiares foi prolongada até 4 de maio, altura estimada pelo governo para abertura das escolas no Luxemburgo.
O Ministério da Educação fez recentemente uma sondagem caseira sobre a apreciação do trabalho feito nas últimas semanas. "O que nos permite dizer que nove em cada dez pais e nove em cada dez professores sentem-se à vontade com este novo sistema". Neste processo, o ministério recebeu muitas sugestões que está a analisar.
O governo decidiu que as escolas iam ficar fechadas, pelo menos até 4 de maio, devido à situação sanitária. "Toda a gente queria voltar para as escolas, em casa tive que explicar esta situação aos meus filhos. É normal que haja pessoas desiludidas, mas precisamos de tempo para ultrapassar esta crise", enfatizou.
O ministro sublinhou a importância de, mesmo em casa, as famílias fazerem planos de férias para ocupar os jovens. Vão ser colocadas sugestões para esse tempo livre em vários sites. E não pode garantir que as escolas abrirão a 4 de maio. Por isso é necessário tudo fazer para continuar a ensinar e preparar os alunos para começarem com as melhores bases o próximo ano em setembro, considerou.
O Ministério anunciou ainda que vai diminuir as matérias que vão ser estudadas ainda durante este ano letivo. "Tudo vai ser resumido ao essencial". A estrutura do ano escolar foi alterada: os três períodos foram transformados em dois.
Em termos de avalição, haverá uma avaliação formativa enquanto os estudantes não estiverem nas escolas. A avaliação curricular certificativa só será feita quando for possível o regresso às salas de aula.
A avaliação nos vários graus de ensino incidirá apenas sobre as matérias dadas na primeira parte do ano. A partir da próxima segunda-feira, 6 de abril, o Ministério divulgará em concreto quais as matérias escolares abrangidas pela avaliação.
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