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Claude Meisch. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido"
Luxemburgo 2 min. 02.04.2020 Do nosso arquivo online

Claude Meisch. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido"

Claude Meisch. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido"

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 02.04.2020 Do nosso arquivo online

Claude Meisch. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido"

O ministro da Educação, Claude Meisch, não sabe se as escolas vão conseguir abrir a 4 de maio, e garante que só haverá avaliações quando os alunos puderem voltar às escolas.

O ministro da Educação, Claude Meisch, fez hoje em conferência de imprensa o balanço destas semanas de quarentena. Sublinhou que todos os agentes educativos "têm feito o maior esforço para conseguir o melhor". Fez notar que só com a flexibilidade se conseguiu que o ensino continuasse durante a crise sanitária. "A colaboração entre todos foi um dos instrumentos mais importantes deste trabalho", realçou. "É preciso conseguir que este ano não seja um ano perdido", declarou. 

O ministro fez notar a importância que das novas tecnologias para conseguir este trabalho. "O que seria da nossa situação se esta crise tivesse acontecido há 20 ou 30 anos?", interrogou-se. Meisch fez também notar que há estudantes e professores que têm mais hábitos de utilização das novas tecnologias, mas toda a gente foi capaz de ultrapassar alguns atrasos que poderiam existir nalguns casos. "Após o fim desta situação, estas novas capacidades aprendidas vão ficar", garantiu.

Meisch informou ainda que a licença por razões familiares foi prolongada até 4 de maio, altura estimada pelo governo para abertura das escolas no Luxemburgo. 

O Ministério da Educação fez recentemente uma sondagem caseira sobre a apreciação do trabalho feito nas últimas semanas. "O que nos permite dizer que nove em cada dez pais e nove em cada dez professores sentem-se à vontade com este novo sistema". Neste processo, o ministério recebeu muitas sugestões que está a analisar.


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O governo decidiu que as escolas iam ficar fechadas, pelo menos até 4 de maio, devido à situação sanitária. "Toda a gente queria voltar para as escolas, em casa tive que explicar esta situação aos meus filhos. É normal que haja pessoas desiludidas, mas precisamos de tempo para ultrapassar esta crise", enfatizou.

O ministro sublinhou a importância de, mesmo em casa, as famílias fazerem planos de férias para ocupar os jovens. Vão ser colocadas sugestões para esse tempo livre em vários sites. E não pode garantir que as escolas abrirão a 4 de maio. Por isso é necessário tudo fazer para continuar a ensinar e preparar os alunos para começarem com as melhores bases o próximo ano em setembro, considerou.

O Ministério anunciou ainda que vai diminuir as matérias que vão ser estudadas ainda durante este ano letivo. "Tudo vai ser resumido ao essencial". A estrutura do ano escolar foi alterada: os três períodos foram transformados em dois. 


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Em termos de avalição, haverá uma avaliação formativa enquanto os estudantes não estiverem nas escolas. A avaliação curricular certificativa só será feita quando for possível o regresso às salas de aula.

A avaliação nos vários graus de ensino incidirá apenas sobre as matérias dadas na primeira parte do ano. A partir da próxima segunda-feira, 6 de abril, o Ministério divulgará em concreto quais as matérias escolares abrangidas pela avaliação.




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