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Cinco estradas para percorrer em agosto

Cinco estradas para percorrer em agosto

Cinco estradas para percorrer em agosto

Cinco estradas para percorrer em agosto


por Ricardo J. RODRIGUES/ 31.07.2020

Foto: António Pires

A pandemia trocou-lhe os planos e vai passar este verão no Luxemburgo? Isso é uma bela oportunidade para fazer-se à estrada e conhecer melhor o Grão-Ducado. Aqui ficam cinco sugestões de caminhos espetaculares para cumprir nestes dias estivais.

A pandemia trocou-lhe os planos e vai passar este verão no Luxemburgo? Isso é uma bela oportunidade para fazer-se à estrada e conhecer melhor o Grão-Ducado. Aqui ficam cinco sugestões de caminhos espetaculares para cumprir nestes dias estivais.

A Nacional 27

Há dias, um motard francês chamado Hervé Gryczka, que vive há muitos anos no Luxemburgo e assim que chegam os dias de verão gosta de se fazer à estrada, explicava a um grupo de amigos que não havia em todo o Grão Ducado estrada melhor do que esta. A estrada nacional 27 é um daqueles caminhos de curvas e contracurvas com água por perto, paisagens de assombro e que desagua nos lagos do Haute-Sûre. É estrada para se fazer nos dias de verão, com uma condução calma e toalha de praia na bagagem.

A rota começa um pouco a norte de Ettelbruck, em Erpeldange-sur-Sûre. Daí tomam-se as placas em direção a Michelau e, a seguir, Lipperscheid. O caminho acompanha sempre o vale do Sûre, mas se olhar para o alto da montanha vê o espetacular castelo de Borscheid, que vale bem o desvio. Siga-se por Goebelsmuhle, Dirbach e Bockholtz, até se chegar a Esch-sur-Sûre. Daí são sete quilómetros até às praias fluviais dos lagos do Haute-Sûre, em Inselborn. Se viajar ao fim de semana, terá de reservar lugar na praia no site visit-eislek.lu.

A marginal do Moselle

Os vinhedos ao longo do Moselle são um dos grandes atrativos da rota da N10, entre Schengen e Grevenmacher.
Os vinhedos ao longo do Moselle são um dos grandes atrativos da rota da N10, entre Schengen e Grevenmacher.
Foto: António Pires

De Schengen a Grevenmacher cumpre-se um dos mais míticos caminhos do Grão-Ducado. Este primeiro troço da estrada nacional 10 acompanha sempre o rio Moselle, com as vinhas a comporem o cenário das margens.

A pequena aldeia de Schengen, onde há 35 anos foram assinados os acordos que permitiram a livre circulação na Europa, tem um museu, com entrada gratuita, para assinalar o facto. Cá fora há um pedaço do muro de Berlim, estátuas que celebram cada um dos países da União, uma torre onde se podem prender cadeados e celebrar amores eternos. Siga para Remich, onde pode parar para comer peixe frito em barracas de estrada ou meter-se num barco para subir o rio. Um pouco mais acima, em Ahn, vale bem a pena parar para beber vinho numa das muitas adegas da aldeia. Um dia nesta região será seguramente bem passado.

De Echternach a Vianden

Foto: António Pires

A estrada nacional 10 percorre praticamente toda a fronteira do Luxemburgo com a Alemanha, mas há um troço que é menos batido e que oferece a quem a percorrer algumas das mais espetaculares paisagens do Grão-Ducado.

Começe-se em Echternach, e dê-se algum tempo à cidade porque ela merece bem a pena. As placas assinalam que este é um lugar classificado como património da Humanidade pela UNESCO – nomeadamente a procissão dançante que ocorre em todos os anos que não são de pandemia. Mas esta é também a cidade mais antiga do Luxemburgo, e merece uma visita para ver a abadia, o lago ou a Place du Marché. Depois, siga para norte, dando a mão direita ao rio Sûre. Verá caiaques na água, pontes que podiam ser de Madison County, algumas aldeias que merecem paragem numa e outra margem. No fim de tudo, desaguará numa das mais belas aldeias da Europa: Vianden. Aqui poderá visitar o castelo, andar de teleférico ou simplesmente passear pelas ruas da povoação.

Um outro Mullerthal

Ocastelode Beaufort é uma alternativa aos dias em que oMullerthal está demasiado cheio.
Ocastelode Beaufort é uma alternativa aos dias em que oMullerthal está demasiado cheio.
Foto: António Pires

Não se conhece o Luxemburgo sem lhe conhecer a Pequena Suíça. No Mullerthal estão algumas das paisagens mais conhecidas do Grão-Ducado – e por isso não é de admirar que as principais estradas do parque natural se encham de gente ao fim de semana. Se conseguir ir visitar a região nos dias úteis, não perca os marcos mais conhecidos: a ponte de Schiessentümpel e as cascatas, a que se acedem através de um passadiço de madeira – podendo para isso deixar o veículo num parque de estacionamento na estrada regional 121.

Mas se for sábado ou domingo e lhe apetecer fugir das multidões, propomos-lhe um caminho alternativo. Visite o espetacular castelo de Beaufort (a entrada custa cinco euros e dá direito a um copo de licor) e depois suba até à aldeia de Berdorf e siga as placas que indicam o caminho para o anfiteatro. É uma obra de 1979, erguida numa pedreira de mós medieval, e inserida no meio da paisagem natural. Vale bem a visita. Quando se fala de Mullerthall, afinal de contas, nada bate a beleza de uma caminhada a pé. A geologia e a paisagem, aqui, são de tirar a respiração.

Atravessar as Ardenas

Foto: António Pires

Foi o caminho da guerra, e isso sente-se nos quilómetros da estrada onde estão assinalados monumentos, santuários, e homenagens aos mortos da II Guerra Mundial. A estrada CR 325 liga Wiltz a Clervaux em pouco menos de 20 quilómetros, mas é muito mais que um passeio: é uma viagem na história.

Comece-se em Wiltz, que merece uma visita ao Castelo e uma passagem pelo santuário de Nossa senhora de Fátima, onde anualmente, na Quinta Feira de Ascensão, entre 20 a 30 mil peregrinos se juntam em procissão – na maioria portugueses. Depois é tomar o caminho para Erpeldange, e daí seguir o curso do rio Kirel em direção a Drauffelt. A paisagem das Ardenas oferece água e florestas cerradas, que se estendem até Clervaux. Aqui, pode visitar a Abadia e o Castelo, onde há um museu dedicado à Batalha das Ardenas – a que ceifou mais vidas entre soldados americanos na II Guerra Mundial -, outro com maquetas dos principais castelos luxemburgueses e uma exposição imperdível e classificada pela UNESCO: "The Family of Man" reúne mais de 500 fotografias em nome da paz entre os homens. 

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