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"Chegou a hora de o país voltar ao que era". Deputada da ADR acusada de racismo nas redes sociais
Luxemburgo 09.12.2019 Do nosso arquivo online

"Chegou a hora de o país voltar ao que era". Deputada da ADR acusada de racismo nas redes sociais

"Chegou a hora de o país voltar ao que era". Deputada da ADR acusada de racismo nas redes sociais

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Luxemburgo 09.12.2019 Do nosso arquivo online

"Chegou a hora de o país voltar ao que era". Deputada da ADR acusada de racismo nas redes sociais

A fotografia do ministro dos Negócios Estrangeiros com um grupo de imigrantes nigerianos voltou a pôr o racismo na ordem do dia com a deputada Sylvie Mischel a acusar o governo de tratar melhor os refugiados do que os luxemburgueses.

Na origem da controvérsia está a fotografia que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, publicou no Facebook com um grupo de 40 refugiados da Nigéria acolhidos no Grão-ducado. 

"Quase todas estas pessoas estavam presas há meses ou há anos na Líbia. O nosso país dá uma nova oportunidade a todos para reconstruirem uma vida nova", escreveu a assinalar a visita ao centro de acolhimento.  

A imagem não caiu bem à deputada Sylvie Mischel. A também vice-presidente dos reformistas do ADR, conhecida pelas posições extremistas, fez questão de republicá-la com uma legenda de vários parágrafos. 

"O primeiro painel eleitoral socialista para 2023", acrescentou à imagem. "Também há muita miséria aqui, não resolver este problema interessa à Gâmbia", insinuou desprezando a verdadeira origem das pessoas retratadas.  "Chegou a hora de fazer o país voltar ao que era", escreveu na publicação partilhada por mais de 100 pessoas. 

Em entrevista à RTL, o presidente do ADR Jean Schoos distanciou-se da tomada de posição que não espantou o hómologo do LSAP. Também nas redes sociais, Franz Fayot saiu em defesa de Jean Asselborn. 

"Não ficaria envergonhado se a imagem fosse mesmo a imagem de campanha do LSAP para as eleições de 2023 porque mostra solidariedade com pessoas que precisam de ajuda. Mostra generosidade e empatia", reagiu o deputado que acusou o ARD de estar cada vez mais próximo do partido de extrema-direita francês de Marine Le Pen, Rassemblement National.