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CFL vai ter comboios do “futuro” que até podem dispensar condutor
Luxemburgo 3 min. 14.06.2019

CFL vai ter comboios do “futuro” que até podem dispensar condutor

CFL vai ter comboios do “futuro” que até podem dispensar condutor

Alstom pour CFL Copyright Alstom
Luxemburgo 3 min. 14.06.2019

CFL vai ter comboios do “futuro” que até podem dispensar condutor

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
A assessoria dos Caminhos de Ferro disse ao Contacto que é prematuro avançar com a possibilidade dos novos comboios possuírem condução autónoma e circularem sem condutor. Ainda há muita investigação a fazer. Para o CEO da Alstom Benelux esta condução permite uma maior pontualidade.

Os novos comboios dos Caminhos de Ferro do Luxemburgo (CFL) que vão servir a população são máquinas dotadas de tecnologias avançadas e preparadas “para o futuro”, como garantiu Marc Wengler, CEO da CFL.

São 360 milhões de euros para 34 novos comboios regionais de dois andares, com 80 metros e 160 metros de comprimento, que podem chegar aos 160 quilómetros/hora nas viagens não só pelas ferrovias do Luxemburgo, mas também nas travessias até França e Bélgica. As primeiras máquinas da gama Alstom Coradia, estão previstas chegar em finais de 2021, de acordo com o contrato feito entre esta empresa e a CFL, e anunciado em dezembro de 2018.

A sua tecnologia é tão moderna que numa fase avançada, os comboios da rede ferroviária do Luxemburgo poderão circular autonomamente, sem um condutor humano. A novidade foi dada por Bernard Belvaux, CEO da Alstom Benelux, numa entrevista ao semanário belga Trends Tendences, esta semana.

“No âmbito do contrato luxemburguês, fizemos uma apresentação do sistema de condução autónomo que desenvolvemos, o ATO”, precisou este CEO. Este sistema está atualmente a ser testado nas linhas ferroviárias belgas. Num primeiro tempo, a intenção é auxiliar o condutor na sua tarefa de condução. No futuro, poderá assegurar sozinho a condução dos aparelhos, explica este representante da Alstom.

Mas este futuro ainda vem longe. Questionada quanto à possibilidade dos novos comboios da CFL funcionarem sem condutor, Simone Nilles da assessoria de imprensa dos Caminhos de Ferro Luxemburgueses declarou que “ainda é muito cedo para avançar ou apresentar um plano de ação concreto” que indique que tal irá acontecer.

Em matéria de "digitalização", recordou ao Contacto Simone Nilles, “há que distinguir entre direção automatizada e autónoma”, além de que “existem muitos níveis diferentes de automação”. De momento, ainda estão a decorrer “muitas análises e há ainda material novo que está a chegar e precisa também de ser testado”, avançou esta assessora de imprensa da CPL para explicar ser, por agora, muito prematuro, informar como serão conduzidos os novos comboios no futuro.

Para Bernard Belvaux, CEO da Alstom Benelux, se os testes que ainda estão a ser desenvolvidos assim o confirmarem, a condução autónoma, criada através do sistema ATO, é um modelo a seguir, pelas suas vantagens.  Não só porque “melhora a pontualidade” mas também porque permite “reduzir o consumo e economizar entre 30% a 40% de energia dos comboios”, frisa. Energia que é gasta de modo diferente segundo cada condutor, pois cada um tem uma condução diferente, tal como na condução automóvel, declarou Belvaux. O sistema ATO, permite economizar, pois “utiliza algoritmos que otimizam as acelerações e as travagens”, garante este CEO.  Este representante desvendou na reportagem do semanário belga que o sistema ATO para a condução autónoma foi inspirado no sistema do metropolitano, já utilizado em cidades como Paris, e há muitos anos. Mas é mais complexo. “A diferença maior entre o comboio e o metro, é que este último circula em circuito totalmente fechado, não havendo o risco de uma vaca atravessar a linha. No comboio, o cálculo é mais complicado”, indica.

Os novos comboios do Luxemburgo que estão a ser construídos pela Alstom terão 39.100 lugares sentados, contra os 27 mil dos comboios atuais. A CPL recorda que nos últimos 15 anos, o número de utentes aumentou 70% havendo necessidade de aumentar a disponibilidade dos comboios, cujos novos modelos terão diversas comodidades acrescidas, como Wi Fi, câmaras de segurança áreas para pessoas de mobilidade reduzida, de leitura e descanso, ou para bicicletas.


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