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Censos vão dissecar um Luxemburgo cada vez mais numeroso e diversificado
Luxemburgo 2 min. 21.09.2021
População

Censos vão dissecar um Luxemburgo cada vez mais numeroso e diversificado

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Censos vão dissecar um Luxemburgo cada vez mais numeroso e diversificado

Foto: Claude Piscitelli
Luxemburgo 2 min. 21.09.2021
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Censos vão dissecar um Luxemburgo cada vez mais numeroso e diversificado

Heledd PRITCHARD
Heledd PRITCHARD
Inquérito nacional, que acontece de 10 em 10 anos, é um contributo para as políticas governamentais, desde a habitação à educação. Os dados serão recolhidos ao longo de novembro.

O Luxemburgo prepara-se para pedir a cada agregado familiar a participação no  no censo que se realiza todas as décadas. O estudo geral da população residente pretende ajudar a definir políticas para o país, cuja população aumentou 20% desde a última recolha dos dados.

Os dados serão recolhidos ao longo de novembro deste ano. O recenseamento demográfico vai questionar as famílias sobre inúmeros assuntos: situação económica, nível de educação, as línguas faladas e os meios de transporte utilizados na vida diária. Esta é a única forma de conseguir uma panóplia de dados sobre os residentes.

Com 613.000 habitantes - quase metade estrangeiros -  a população do Grão-Ducado é das que mais tem crescido na Europa, em comparação com os 512.000 em 2011, ano do último recenseamento. Nessa altura, o número de residentes estrangeiros sem passaporte luxemburguês era de 42%. 

A habitação é um dos tópicos mais proeminentes que o estudo vai analisar, tendo em conta os preços dos imóveis no país. Ao mesmo tempo que a maioria dos residentes gasta mais de um terço do rendimento disponível numa hipoteca, um pequeno grupo de proprietários ricos continua a manter os terrenos vazios que poderiam ser utilizados para construir as milhares de unidades habitacionais de que o país necessita. Com rendas e preços dos imóveis cada vez mais altos, cerca de 70.000 cidadãos optaram pela habitação nas áreas fronteiriças para poderem pagar uma casa.


Custo da habitação no Luxemburgo expulsa residentes para os países vizinhos
O preço louco da habitação está a obrigar os luxemburgueses a ir viver para os países vizinhos, e os seus habitantes a deixar de poder morar também na sua terra, como Arlon. O efeito bola de neve da habitação no Grão-Ducado tem diversas direções: filhos adultos a viver mais tempo com os pais, desigualdades a aumentar e o país a deixar de ser atrativo para os emigrantes.

A educação é outro tópico essencial do estudo. Durante a última década, o Luxemburgo criou escolas internacionais geridas pelo Estado com secções em inglês, francês e alemão. Nos últimos anos, o inglês tornou-se mais comum no local de trabalho, com mais de metade das vagas publicadas pela ADEM este ano a pedir conhecimentos da língua. 


Politik, Parlamentswahlen 2018, élections législatives , Wahlen, Urne, Politiker, photo : Caroline Martin©
Não-luxemburgueses podem votar nas autárquicas sem imposição de tempo de residência
Para votar estes residentes vão ter de continuar a inscrever-se nos cadernos eleitorais, uma medida há muito recusada pela ASTI que tem vindo a propor o recenseamento automático.

Os legisladores fizeram recentemente alterações às eleições locais, permitindo aos estrangeiros votar nos conselheiros locais assim que chegam ao país, sem ter de esperar cinco anos. O Governo central, bem como as administrações locais, utilizarão o estudo na tomada de decisões estratégicas, por exemplo para avaliar a necessidade de construir mais infraestruturas como habitação privada, escolas, creches, hospitais, ou lares.

Com um custo estimado de 5,3 milhões de euros, o inquério nacional será realizado pelo instituto de estatísticas Statec. 

(Artigo original publicado na edição inglesa do Luxemburger Wort.)

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