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Casos positivos continuaram a diminuir na semana do Ano Novo, mas Governo pede cautela
Luxemburgo 2 min. 06.01.2021

Casos positivos continuaram a diminuir na semana do Ano Novo, mas Governo pede cautela

Casos positivos continuaram a diminuir na semana do Ano Novo, mas Governo pede cautela

Photo. Anouk Antony
Luxemburgo 2 min. 06.01.2021

Casos positivos continuaram a diminuir na semana do Ano Novo, mas Governo pede cautela

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Tal como na semana do Natal, também neste período foram realizados menos testes. Número de óbitos e hospitalizações também desceu entre 28 de dezembro e 3 de janeiro e taxa de positividade aumentou.

Na semana de 28 de dezembro a 3 de janeiro, o número de pessoas que testou positivo para a covid-19 diminuiu de 1.267 para 1.135 (-11%), tal como o número dos seus contactos próximos identificados, baixando de 3.207 para 2.106 (-34%) na semana anterior, refere o relatório semanal do Ministério da Saúde.

Mas o Governo pede  que estes números sejam "vistos com cautela", uma vez que tal como na semana do Natal, também neste período foram realizados menos testes PCR, por comparação com os realizados na semana anterior - 33.948 face a 49.875. 

O número de infeções ativas a 3 de janeiro foi igualmente mais baixo, correspondendo a 3,114, comparativamente com 4,995 a 27 de dezembro. Por outro lado, aumentou o número de pessoas curadas, passando de 40,370 para 43,364. 

A quantidade de óbitos e de pessoas hospitalizadas também desceu entre 28 de dezembro e 3 de janeiro.

Em relação às mortes, houve 22 entre a semana de 28 de dezembro e 3 de janeiro, em comparação com 36 na semana anterior. A idade média das vítimas voltou a situar-se na faixa dos 80 aos 90 anos (85 anos).

Já nos internamentos, registaram-se 103 hospitalizações em cuidados normais e 32 hospitalizações em cuidados intensivos, em comparação com 135 e 37, respetivamente, na semana anterior, o que permitiu um regresso da fase 4 à fase 3 nos hospitais, salienta o relatório.

No entanto, a taxa de reprodução efetiva (ER eff) aumentou de 0,40 para 0,93%. A taxa de positividade em todos os testes realizados (prescrições, testes em larga escala) foi de 3,34% em comparação com 2,54% na semana anterior (média durante a semana). Note-se que a taxa de positividade para testes realizados mediante receita médica, ou seja, para pessoas com sintomas, é de 6,86%.

A taxa de incidência foi de 181 casos por 100.000 habitantes, num período de 7 dias, comparando com a semana de 21 a 27 de dezembro, em que a taxa de incidência foi de 202 casos por 100.000 habitantes, para período semelhante.

Na semana de 28 de dezembro a 3 de janeiro, 3.466 pessoas estiveram em isolamento (-25% que a semana anterior) e 2.440 em quarentena (-37% que a semana anterior).

Janeiro ainda crítico

Apesar dos números da última semana trazerem algum otimismo, Paulette Lenert avisa que ainda é cedo para baixar a guarda e aliviar nos cuidados.

“Ainda estamos e continuaremos na área crítica durante janeiro, os números ainda não são baixos o suficiente", afirmou a ministra da Saúde, na apresentação do relatório semanal.

A responsável da pasta da Saúde lembrou que com mais de 150 novas infeções por dia, o rastreamento de contactos não é eficiente e o número de casos não notificados permanece alto", além de que a taxa de positividade também tem vindo a subir.

Também a descida no número de hospitalizações e mortes é encarada com um otimismo cauteloso pela ministra, que rejeita as críticas em relação às opções tomadas pelo governo para esta fase de combate à pandemia.

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