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Casamentos? Talvez só para o ano
Luxemburgo 2 min. 27.04.2020

Casamentos? Talvez só para o ano

Casamentos? Talvez só para o ano

Foto: LW
Luxemburgo 2 min. 27.04.2020

Casamentos? Talvez só para o ano

Redação
Redação
Para além dos casamento serem menos populares no Luxemburgo do que em outros países europeus, muitos profissionais que vivem desta atividade encontram-se numa situação complicada.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus constituiu um duro golpe na indústria dos casamentos. E mesmo que o matrimónio seja cada vez menos atrativo no Grão-Ducado, país onde é menos celebrado na Europa (3,1 por 1.000 habitantes em 2018), muitos casais que planeavam dar o nó estão a ser afetados por esta situação, assim como os profissionais do setor. 

"Estamos a começar com um ano em branco", lamenta a francesa Sabrina Carbone ao L'Essentiel, organizadora de casamentos que trabalha regularmente no Grão-Ducado há vários anos. O recente anúncio do primeiro-ministro Xavier Bettel sobre o cancelamento das festividades e reuniões até 31 de julho teve implicações negativas para muita gente. 


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Apenas os casamentos no registo civil são permitidos mediante algumas condições. Já os casamentos católicos encontram-se suspensos até ordem em contrário

"Está muito complicado. É preciso encontrar uma data para se adiar os eventos e verificar se convém aos prestadores de serviços, local da receção, serviço de baby-sitter, encontrar soluções financeiras, entre muitas outras coisas, o adiamento dos casamentos está a causar avultados prejuízos", alerta.

Alguns nunca irão recuperar 

Muitos dos clientes de Sabrina Carbone optaram por adiar os casamentos até 2021. Para além do negócio, a dimensão psicológica é também muito importante. "Uma futura noiva, que eu deveria acompanhar a Mondorf no início de julho, ligou-me totalmente desesperada devido à situação. Estou a tentar devolver-lhes a confiança para encontrar soluções, mas não é fácil", acrescenta a organizadora de casamentos, que se interroga sobre o estado psicológico das pessoas e o seu desejo de adiarem os eventos para mais tarde. 

No Luxemburgo, o multiculturalismo obriga muitos convidados de casamentos a virem do estrangeiro, o que também não é fácil quando tudo tem de ser adiado. "As propostas de orçamentos foram canceladas, alguns futuros noivos que tenho vindo a seguir há dois anos querem desistir e outros reduzir custos na organização das cerimónias", explica. 

Tal como noutros setores laborais, estes profissionais gostariam de poder beneficiar de apoio estatal durante este período excecional, mas, segundo alguns, o "auxílio é lento" a produzir efeitos, correndo-se o risco de "alguns nunca mais conseguirem recuperar."    

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