Carlos Gonçalves (PSD): Fim do ensino de português em Esch é “desrespeito pela comunidade” portuguesa
Carlos Gonçalves (PSD): Fim do ensino de português em Esch é “desrespeito pela comunidade” portuguesa
O deputado PSD eleito pela Europa, Carlos Gonçalves, considera que o fim do ensino integrado de português nas escolas de Esch-sur-Alzette é um “desrespeito pela comunidade portuguesa” no Luxemburgo.
“É uma situação que tem uma gravidade que põe em causa, não só, a consideração que as autoridades locais, muito particularmente a Câmara de Esch, têm em relação à vasta comunidade portuguesa que ali reside, mas também um acordo bilateral entre Portugal e Luxemburgo no que diz respeito ao ensino da língua portuguesa no Grão-Ducado”, disse Carlos Gonçalves, em declarações à RADIO LATINA.
Em visita ao Luxemburgo, o parlamentar social-democrata afirmou “não compreender” a decisão da autarquia de Esch, que vai afetar, já a partir do próximo ano letivo, 550 alunos dos cursos de português em regime integrado.
Indignado com a situação que “viola acordos bilaterais”, Carlos Gonçalves lançou um desafio e um “alerta” à comunidade portuguesa, neste período pré-campanha eleitoral para as eleições autárquicas 2017 no Luxemburgo.
“Normalmente neste período, as câmaras até gostam de tomar medidas positivas. O que eu entendo desta decisão é que o atual Executivo municipal de Esch não teme o voto dos portugueses que ali residem”, sublinhou Carlos Gonçalves, à estação de rádio.
“Portanto, é fundamental que esta decisão, que prejudica claramente a nossa comunidade, seja também, espero eu, um exemplo para que os portugueses no Luxemburgo possam utilizar a arma mais importante que têm, que é o direito de voto", observou.
Carlos Gonçalves apelou aos portugueses para fazerem o recenseamento eleitoral e assim ganharem mais peso político no Luxemburgo.
"Se os portugueses tivessem outros níveis de participação nas eleições locais em Esch, talvez este senhores do Conselho de Educação não teriam tido a coragem e o desplante de tomar esta decisão”, sublinhou o parlamentar.
O fim do ensino integrado de português, nas escolas de Esch-sur-Alzette, a partir do próximo ano lectivo, já foi notificado oficialmente à Embaixada de Portugal no Luxemburgo.
Numa carta enviada à Embaixada de Portugal no Luxemburgo, a autarquia de Esch invoca "o mau funcionamento dos cursos integrados de português" para justificar o encerramento.
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