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Cargolux ameaça processar pilotos que recusaram voar por questões de segurança
Luxemburgo 2 min. 23.07.2015 Do nosso arquivo online

Cargolux ameaça processar pilotos que recusaram voar por questões de segurança

Cargolux ameaça processar pilotos que recusaram voar por questões de segurança

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 23.07.2015 Do nosso arquivo online

Cargolux ameaça processar pilotos que recusaram voar por questões de segurança

A Cargolux ameaçou hoje processar os pilotos que se recusaram a voar, em protesto contra as condições de segurança. Um quarto dos voos da companhia luxemburguesa de transporte aéreo foram anulados ou sofreram atrasos, na sequência de uma acção promovida pelo sindicato LCGB.

A Cargolux ameaçou hoje processar os pilotos que se recusaram a voar, em protesto contra as condições de segurança. Um quarto dos voos da companhia luxemburguesa de transporte aéreo foram anulados ou sofreram atrasos, na sequência de uma acção promovida pelo sindicato LCGB.

A paralisação, que deveria durar 24 horas, arrancou às 3 da manhã de quinta-feira, com um quarto dos pilotos a declararem não estar em condições de trabalhar.

Em comunicado enviado esta tarde, a companhia aérea contesta também as alegações de falta de segurança denunciadas pelo sindicato LCGB, citando relatórios da autoridade luxemburguesa para a aviação civil e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação.

"A Cargolux respeita todas os regulamentos aplicáveis aplicáveis e procedimentos de segurança", pode ler-se na nota.

Os reponsáveis da companhia aérea afirmam ainda que obtiveram confirmação do tribunal de que a paralisação é ilegal. Por este motivo, "a Cargolux vai reclamar compensação pelos danos sofridos em resultado da perturbação da sua actividade", tanto em relação ao sindicato como aos pilotos que aderiram ao protesto, diz a empresa.

Em reacção, o LCGB defende que não convocou uma greve, mas "uma acção de aviso" para alertar a direcção da Cargolux para a falta de segurança e de confiança em relação aos pilotos.

A central sindical diz que o piloto que efectou uma manobra perigosa conhecida como "wing-wave", em que o avião deliberadamente oscila de um lado para o outro, conhecida como um sinal de despedida, não foi sancionado, enquanto pilotos que estão de baixa médica são espiados. Em causa está um caso noticiado pela imprensa internacional no Verão passado, quando um avião da Cargolux descolou do aeroporto de Seattle efectuando a manobra pouco depois de descolar, a poucos metros do solo. 

O porta-voz do sindicato, Aloyse Kapweiler, reclama maior transparência em questões disciplinares, permitindo a intervenção de delegados do pessoal, o que terá sido recusado pela direcção da empresa, alegando confidencialidade. 

De acordo com o LCGB, a maioria dos pilotos apoiou a acção convocada para hoje.

A empresa e o sindicato não chegaram a acordo sobre as negociações sobre a nova convenção colectiva, estando actualmente em processo de conciliação. A Cargolux acusa a central sindical de conduzir "uma campanha de difamação" enquanto as negociações prosseguem.


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