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Capital vai ter nova obra do português Vhils
Luxemburgo 2 min. 08.06.2016 Do nosso arquivo online

Capital vai ter nova obra do português Vhils

O graffiter Vihls (Alexandre Farto) vai criar na cidade do Luxemburgo uma obra em homenagem à imigração portuguesa

Capital vai ter nova obra do português Vhils

O graffiter Vihls (Alexandre Farto) vai criar na cidade do Luxemburgo uma obra em homenagem à imigração portuguesa
Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 08.06.2016 Do nosso arquivo online

Capital vai ter nova obra do português Vhils

Conhecido por “Bansky português”, Vhils (Alexandre Farto), de 29 anos, é um graffiter famoso pelos seus rostos de grandes dimensões, esculpidos em paredes com berbequins e martelos pneumáticos.

“Quando propusemos que o busto de Camões fosse mudado para Merl, para ficar ao lado do novo Instituto Camões, a burgomestre Lydie Polfer aceitou, na condição que fosse substituído por uma outra obra de um artista português. Ou seja, em vez de um só monumento português no Luxemburgo iríamos ter dois. Eu disse logo que sim!”, revela em primeira mão o embaixador de Portugal ao CONTACTO.

Carlos Pereira Marques conta que “a Embaixada propôs vários artistas portugueses e o nome retido foi o de Vhils, que já possui uma obra no Freeport, no Findel, mas que não está acessivel ao público”. O diplomata diz ter contactado pessoalmente o artista, que acedeu de imediato ao convite.

Conhecido por “Bansky português”, Vhils (Alexandre Farto), de 29 anos, é um graffiter famoso pelos seus rostos de grandes dimensões, esculpidos em paredes com berbequins e martelos pneumáticos.

“Para a capital luxemburguesa, a proposta de Vhils é fazer um rosto de um português ou de uma portuguesa, em homenagem à imigração lusa no Luxemburgo”, revela o embaixador. A autarquia da capital já aprovou o projecto.

“Em Bonnevoie não há nenhum edifício público, num lugar com visibilidade, que possa acolher uma obra de Vhils. A Embaixada propôs construir um muro no qual pudesse ser executada a obra. Mas o artista só trabalha em paredes já existentes e a burgomestre disse que teria que ser num edifício público”.

De Bonnevoie as atenções viraram-se então para o centro da capital. “Foi proposto ceder ao artista uma das paredes do edifício do Serviço de Turismo do Luxemburgo (Luxembourg City Tourist Office, LCTO), na place Guillaume II. Era um sítio central, com visibilidade e prestígio. Mas a peritagem por um dos arquitectos da câmara chumbou o local, porque o prédio não está em estado de receber uma gravura de Vhils e porque daqui a alguns anos o edifício terá que ser restaurado”, lamenta o embaixador.

“Esse prédio foi afastado e estamos a estudar outros edifícios. Tem que ser um local adequado às obras gigantes de Vhils, tem que responder a certos critérios técnicos e logísticos. Também já se pensou no bairro da Gare, o que seria um local central, popular e com visibilidade”, diz o diplomata. Mas, até agora, não foi ainda encontrado um local. A autarquia da cidade do Luxemburgo e a Embaixada de Portugal estão activamente à procura de um edifício para acolher mais uma obra de Vhils no Grão-Ducado.

Para quando este novo monumento? “Vhils tinha disponibilidade para cá vir ao Luxemburgo em Julho ou em Setembro. Mas até uma local adequado ser encontrado, e as licenças e os trâmites administrativos estarem prontos, só deverá ser em 2017”, considera Pereira Marques. “A obra em si, o artista demora pouco tempo a fazer, talvez um dia ou dois”.

José Luís Correia

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