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Caos. Reorganização dos autocarros tranformou a Gare numa selva
Luxemburgo 08.11.2019

Caos. Reorganização dos autocarros tranformou a Gare numa selva

Caos. Reorganização dos autocarros tranformou a Gare numa selva

Anouk Antony
Luxemburgo 08.11.2019

Caos. Reorganização dos autocarros tranformou a Gare numa selva

Desde segunda-feira que a reorganização das paragens de autocarro no bairro da estação central transformou o centro num caos. Moradores, passageiros e comerciantes não escondem a indignação.

"Desastre", "caos" e "impossível" são as opiniões mais frequentes entre as centenas de pessoas que se deslocam num dos bairros mais movimentados da capital a propósito das obras que obrigaram a uma reformulação das paragens e da trajetória dos autocarros que servem a cidade do Luxemburgo. 

O Le Quotidien esteve no bairro para perceber o impacto. As lojas que costumavam estar cheias à hora de almoço, entre o 12h e a 13h, estão vazias. Nem o Kkiosk da Avenue de la Gare resiste à debandada. "O número de clientes continua a cair drasticamente. É um desastre", revela o gerente. "Não estamos nada felizes", acrescenta. 

Mais à frente um funcionário de uma loja de sapatos de desporto corrobora. "Não há acessos. As pessoas já nem podem estacionar. É uma dor para todos. Além disso, as pessoas estão de mau humor e, em consequência disso, vão às compras noutros locais", reforça a ideia que, a julgar pelas lojas praticamente vazias, é transversal à grande maioria dos comerciantes do bairro. 

Mesmo ao lado, a Avenue de la Liberté também está a sofrer consequências. "Desde segunda-feira que temos menos muito menos clientes à excepção das pessoas que trabalham aqui na vizinhança",  comenta um empregado de mesa também entrevistado pelo Le Quotidien. 

Estado de guerra

"Isto nunca mais acaba. Estamos fartos. Parece que o bairro está em guerra com enormes trincheiras, polícia nas esquinas e um ruído que lembra um conflito armado", comenta Steve que vive com a namorada no quartier de la Gare. "Parece uma selva e os autocarros estão sempre atrasados", reforça. 

Nem todos concordam. Um dos moradores ouvidos pelo jornal em língua francesa garante que nunca chegou a casa tão cedo. "Os autocarros deixaram de estar bloqueados pelos automóveis e estou muito satisfeito porque, para mim, é melhor a qualidade de vida".