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Caos instalado no regresso aos restaurantes
Editorial Luxemburgo 2 min. 12.05.2021

Caos instalado no regresso aos restaurantes

Caos instalado no regresso aos restaurantes

Foto:Lex Kleren/Luxemburger Wort
Editorial Luxemburgo 2 min. 12.05.2021

Caos instalado no regresso aos restaurantes

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
A bem da recuperação económica de cafés, restaurantes e hotéis, esperemos que o Governo clarifique e altere a regra de teste negativo obrigatório para quem quer entrar nos estabelecimentos. Se a proposta se mantiver, os responsáveis do setor preveem o caos instalado.

As dúvidas chovem de todo o lado. Afinal como vai funcionar o sistema de testes obrigatórios para entrar no interior dos restaurantes? Onde e quando serão realizados? Quem os vai pagar, quando os 500 mil testes gratuitos distribuídos pelo Governo no setor acabarem? Muitas perguntas e quase nenhuma resposta. Depois há a situação caricata dos hotéis. Um hóspede pode ser obrigado a fazer quatro a cinco testes por dia, durante a sua estadia. 

A Federação da Horesca, a Comissão de Direitos Humanos do Luxemburgo, os partidos da oposição, são muitas as vozes a pedir uma clarificação e alteração da proposta, aquando da sua votação no Parlamento. O Ministério da Saúde esclareceu ao Contacto que "estão ainda a finalizar os detalhes práticos conjuntamente com a Horeca". Esperemos que o bom senso acabe por vencer e que a proposta, inicialmente apresentada, seja alterada. Caso contrário, o Governo pode estar a ameaçar a recuperação económica de cafés, restaurantes e hotéis.

Uma cimeira histórica para reduzir a pobreza?


Dois dias no Porto. A vez dos direitos sociais
O ponto alto da presidência portuguesa comprometeu a Europa a lutar contra a injustiça social.

A Cimeira Social Europeia do Porto foi considerada pelos líderes europeus como histórica. Os estados - membro comprometeram-se a reduzir 18 milhões de pobres na Europa até 2030. Devemos acreditar nestas metas? Basta olhar para o que aconteceu no passado para ter todas as dúvidas.

Em 2010, a Comissão Europeia já tinha prometido retirar 20 milhões de europeus da pobreza. Feitas as contas, a evolução dos números reais ficou muita aquém desta meta. Apenas sete milhões saíram da pobreza, o que representa menos de metade do objetivo enunciado.

Entre 2008 e 2018, qual foi o país em que mais aumentou a percentagem de pessoas em risco de pobreza? O Luxemburgo viu nesta década subir a percentagem de pessoas em risco de pobreza e exclusão social: de 15,5% em 2008, para 21,9% em 2018, o que representa uma subida de 6,4%. Em Portugal, pela contrário, esta percentagem baixou de 18,5% para 17,3%, no mesmo período.

Os números continuam a ser dramáticos. Um em cada seis europeus continua em risco de exclusão social. Ao todo são 109 milhões de europeus com dificuldades para sobreviver no dia a dia. Sem estabelecer quantificações vinculativas, a Cimeira Social Europeia do Porto, pelo menos, teve o mérito de chamar a atenção para as desigualdades sociais gritantes que se vivem na União Europeia.

Pouco clara foi a posição da Comissão Europeia quanto ao levantamento das patentes das vacinas contra a covid-19, depois do anúncio do presidente norte-americano que disse estar disponível para debater a questão. A União Europeia rejeita a ideia e desafia os EUA a começar a exportar vacinas. Será suficiente para garantir o acesso da toda a população do planeta, indispensável para garantir a imunidade de todos? Vamos ver. A decisão final está agora nas mãos da Organização Mundial do Comércio. 

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