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Canábis medicinal. Luxemburgo em risco de nova ruptura de stock
Luxemburgo 2 min. 23.11.2021
Saúde

Canábis medicinal. Luxemburgo em risco de nova ruptura de stock

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Canábis medicinal. Luxemburgo em risco de nova ruptura de stock

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Luxemburgo 2 min. 23.11.2021
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Canábis medicinal. Luxemburgo em risco de nova ruptura de stock

O único fornecedor do país está a ter problemas de entrega. Os médicos do Grão-Ducado receitaram 140kg de canábis para uso medicinal em 2020, quase três vezes mais do que em 2019.

O Luxemburgo está mais uma vez em ruptura de stock de canábis medicinal, uma vez que "o único fornecedor do país está a lutar para satisfazer a procura", revelou a ministra da Saúde, Paulette Lenert, citada pelo Luxembourg Times.

A situação representa um risco para doentes que sofrem de cancro ou de esclerose múltipla e já é a quinta vez, desde a legalização da canábis em 2019, que o Grão-Ducado enfrenta problemas de stock desta planta medicinal. 

Os médicos do Grão-Ducado receitaram 140kg de cannabis para uso medicinal em 2020, quase três vezes mais do que em 2019, informou o ministério da Saúde, em junho, quando o país enfrentou a quarta ruptura de stock. Uma situação que a tutela da Saúde explicou dever-se ao consumo crescente do produto, uma tendência a que o país assiste desde novembro de 2020. 

Luxemburgo fez encomenda de três milhões de euros em agosto

Em agosto, soube-se que o Luxemburgo fez uma encomenda de canábis medicinal no valor de três milhões de euros ao seu fornecedor alemão com produção em Portugal, Tilray. A informação foi dada pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, numa resposta parlamentar ao Partido Pirata, quando anunciou a empresa Tilray como o novo fornecedor de canábis do Grão-Ducado. 

A 28 de outubro, as autoridades tinham recebido 13,5 quilos da planta, mas os stocks já estariam em vias de esgotar três semanas mais tarde, "faltando apenas um terço" para que tal acontecesse, comunicou Lenert,  esta segunda-feira, ao Parlamento.  


Luxemburgo encomenda três milhões de euros de canábis medicinal
Pela quarta vez desde a legalização em 2019, o Grão-Ducado enfrentou até junho deste ano uma rutura de stock de canábis para fins medicinais.

O stock atual contém um nível de 9% do ingrediente psicoactivo, tetrahidrocanabinol (THC). Neste momento, não há, nas reservas do Luxemburgo, canábis com nível de THC de 18% - a outra qualidade que o Luxemburgo também costuma encomendar - acrescentou Lenert.  Segundo a ministra, o país espera a próxima remessa em dezembro.

A empresa selecionada, a fornecedora alemã Tilray Deutschland - em colaboração com a Canopy Growth Germany GmbH - constitui um dos principais fornecedores a nível mundial no setor da produção e distribuição de canábis medicinal. A empresa, que já trabalha com 17 países, tem quase 250.000 m² de área de cultivo de canábis divididos entre Portugal e o Canadá. 

Plano de legalizar uso recreativo em stand by

O Luxemburgo teve de voltar atrás no plano de legalizar totalmente a produção e a venda de canábis para fins recreativos, algo que o Primeiro-Ministro, Xavier Bettel, tinha prometido quando foi reeleito em 2018. 

O Governo ainda está a trabalhar no plano, mas enfrenta "restrições internacionais", disse o Ministro da Justiça, Sam Tanson. Os países vizinhos expressaram descontentamento com os planos de legalização, temendo que regras mais fáceis possam trazer problemas para as regiões fronteiriças. 


Poderá a legalização da canábis estar para breve na Alemanha?
Os três partidos em negociações para uma possível coligação governamental na Alemanha têm intenções de flexibilizar a lei relativa ao consumo de canábis.

Se as propostas fossem adotadas pelo Parlamento, os residentes seriam autorizados a cultivar quatro plantas de canábis por família. Transportar a planta ainda estaria sujeito a multa, mas esta seria muito mais leve do que é atualmente. 

O Grão-Ducado seria o primeiro país na UE a legalizar parcialmente a canábis para uso recreativo. Os Países Baixos e Portugal descriminalizaram o consumo, mas não legalizaram o uso recreativo.


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