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Câmara dos Deputados salienta importância do diálogo na crise da Ucrânia
Luxemburgo 3 min. 09.02.2022 Do nosso arquivo online
Tensão Rússia/Ucrânia

Câmara dos Deputados salienta importância do diálogo na crise da Ucrânia

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, acredita que as visitas de Macron a Kiev e Moscovo são um bom indicador de que não haverá guerra
Tensão Rússia/Ucrânia

Câmara dos Deputados salienta importância do diálogo na crise da Ucrânia

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, acredita que as visitas de Macron a Kiev e Moscovo são um bom indicador de que não haverá guerra
Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 3 min. 09.02.2022 Do nosso arquivo online
Tensão Rússia/Ucrânia

Câmara dos Deputados salienta importância do diálogo na crise da Ucrânia

Maria MONTEIRO
Maria MONTEIRO
A tensão na fronteira ucraniana foi um dos temas centrais em debate esta terça-feira. Os vários partidos concordam que a diplomacia e a desescalada militar são a única solução para evitar o conflito armado.

A mobilização militar na fronteira da Ucrânia com a Rússia, que nas últimas semanas tem gerado apreensão por toda a Europa, foi um dos temas em destaque na sessão pública desta terça-feira da Câmara dos Deputados. A proposta de discussão tinha sido lançada por Gusty Graas, do DP, com o objetivo de abordar o papel da NATO na atual crise geopolítica europeia e o futuro da aliança transatlântica. Todos os intervenientes defenderam a diplomacia e a desescalada militar como a única solução viável para evitar uma guerra. Paralelamente, teceram-se algumas críticas à ação da NATO e da União Europeia.

Gunty Graas abriu a discussão, alertando para a necessidade de "levar a sério as ameaças feitas pela Rússia à Ucrânia", mas sem "entrar demasiado em pânico". "Precisamos que a NATO seja mais forte e é isto que a crise em torno das tensões Ucrânia-Rússia mostra", afirmou. Pelo Déi Gréng, Djuna Bernard reconheceu que, "enquanto se espera que a UE reforce a sua ação em matéria de segurança e defesa, a NATO continua a ser a melhor aliança de defesa que temos". A deputada ecologista instou, ainda, os europeus a "trabalhar mais estreitamente juntos na defesa" para poderem tomar as rédeas da situação caso a NATO não o consiga fazer.

Europeus devem agir "proativamente"

Nathalie Oberweis, do Déi Lénk, e Sven Clement, do Partido Pirata, defenderam uma ação mais robusta por parte dos europeus face à ameaça russos. Os líderes políticos devem agir "proativamente" e "não reagir apenas quando a casa está a arder", sublinhou Oberweis. Já Clement foi mais duro com o regime de Vladimir Putin e lembrou que "a Ucrânia não faz parte da Rússia e isso não vai mudar". 


Emmanual Macron (à esquerda) e Volodymyr Zelensky (à direita).
Kiev e Paris acreditam em saída diplomática para crise entre a Ucrânia e a Rússia
Macron esteve reunido esta terça-feira com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, depois de ontem se ter encontrado com o russo Vladimir Putin, numa altura em que a escalada de um conflito iminente entre os dois países sobe de tom.

Na sua intervenção, Jean Asselborn, ministro dos Negócios Estrangeiros, reiterou que a NATO é uma "aliança defensiva" que não constitui "uma ameaça para ninguém, incluindo a Rússia". Por outro lado, o governante afirmou que o país não pode manter a Ucrânia como "zona tampão" dos países da NATO e impedi-la de aderir à aliança, pois "cada país tem o direito de escolher os seus aliados". Também do LSAP, Lydia Mutsch declarou que o partido é a favor do reforço do sistema de defesa europeu.

ADR defende Moscovo

O ADR assumiu um tom mais conciliador em relação à Rússia, argumentando que deve haver uma colaboração entre europeus e russos para "criar uma maior estabilidade na Europa e no mundo". "A segurança dos aliados não deve ser à custa da segurança na Rússia", sintetizou Fernand Kartheiser, citado pelo Le Quotidien.

A posição da Câmara de Deputados ficou bem clara no discurso de Jean-Marie Halsdorf. Para o deputado do CSV e antigo ministro da Defesa, a diplomacia deve ser o "alfa e o ómega para evitar uma guerra". Jean Asselborn acredita que as conversações de Emmanuel Macron, atualmente ao leme da presidência francesa do Conselho Europeu, com Moscovo e Kiev, são um indicador de que "podemos sair do túnel e não haverá guerra".

No mês passado, a Rússia iniciou exercícios militares junto à fronteira com a Ucrânia, destacando para aquele território mais de 100 mil soldados. Esta é uma ameaça de segurança sem precedentes desde o final da Guerra Fria e os países ocidentais temem que esteja iminente uma nova invasão russa, depois da que, em 2014, permitiu a Moscovo anexar a península da Crimeia. A Rússia nega qualquer plano de ataque e diz que os movimentos militares que tem efetuado são necessários para garantir a segurança do país.  

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