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Câmara do Luxemburgo quer alargar oferta de escolas primárias europeias

Câmara do Luxemburgo quer alargar oferta de escolas primárias europeias

Foto:Guy Jallay
Luxemburgo 3 min. 31.01.2018

Câmara do Luxemburgo quer alargar oferta de escolas primárias europeias

Executivo camarário quer duas escolas a funcionar numa só: as escolas primárias europeias podem passar a funcionar nas escolas luxemburguesas. O objetivo é aumentar a integração de alunos e de encarregados de educação.


Executivo camarário quer duas escolas a funcionar numa só: as escolas primárias europeias podem passar a funcionar nas escolas luxemburguesas. O objetivo é aumentar a integração de alunos e de encarregados de educação.

A Câmara do Luxemburgo quer alargar a oferta de escolas públicas primárias europeias na capital. A ideia é fazer com que, nas escolas primárias luxemburguesas, passem a funcionar também instituições de ensino europeu. Na prática, seriam duas escolas a funcionar numa só.

Este objetivo consta da declaração de intenções do executivo camarário eleito em outubro do ano passado. No documento pode ler-se que o colégio de vereadores estuda, “em conjunto com o Ministério da Educação, as possibilidades inovadoras de coabitação entre as turmas da escola fundamental luxemburguesa com as turmas anglófonas e francófonas nos locais escolares da cidade”.

A ideia foi explicada ao Contacto pela vereadora Isabel Wiseler-Lima, com o pelouro da Ação Social, Alojamento e Políticas de Integração. O objetivo é alargar a oferta daquele tipo de ensino e contribuir para a integração de alunos e pais. Estes ficam no bairro, não precisam de se deslocar até outros bairros ou cidades para ter acesso ao ensino público europeu. Concretizando: alguém que habite num dos bairros da cidade do Luxemburgo, por exemplo, não terá necessidade de se deslocar a Differdange para ter aulas na escola internacional daquela localidade. A vereadora lusodescendente explica que esta opção estaria disponível para os alunos cujos pais querem que os filhos enveredem pelo ensino europeu.

A ideia está ainda só no papel e vai demorar tempo até ser colocada em prática. Será um processo longo, já que é preciso articulação com as escolas para que se possa perceber o espaço disponível. Uma vez que a escola europeia funcionaria na escola fundamental luxemburguesa, é necessário ter em conta a disponibilidade de espaços, ver que salas podem ser ocupadas. É também essencial uma articulação entre a Câmara e o Governo, afirmou Wiseler. É que “as decisões de política escolar primária são tomadas pelo Ministério da Educação”, esclareceu. “Não é fácil de colocar em marcha, mas há uma grande vontade política”, concluiu a vereadora.

Em entrevista ao Contacto na semana passada, Isabel Wiseler-Lima defendeu que é necessário manter, “se possível, o sistema do multilinguismo”, como o que existe no Luxemburgo. No entanto, a vereadora reconhece o problema linguístico que dificulta a integração de alunos estrangeiros e defende que “é necessário oferecer outras possibilidades”. “[Entre] dizer que um jovem tem a possibidade de fazer estudos sem as línguas todas ou não tem possibilidades de fazer os estudos, creio que é melhor poder fazer os estudos sem ter todos os conhecimentos linguísticos”, afirmou. Isabel Wiseler mostrou-se no entanto preocupada com esta dualidade de regimes, defendendo que vai continuar a haver “uma falha linguística”. Isto porque os alunos poderão não ter todos a mesma base linguística, o que “continua depois, no emprego, a colocar um problema”.

Mais liceus europeus públicos

Relativamente ao ensino secundário europeu, a oferta será também alargada, à semelhança do que foi feito em Differdange e Esch-sur-Alzette, missão que o Governo irá colocar em prática já no próximo ano letivo (de 2018-2019). Entrarão em funções três novas escolas europeias no liceu Edward Steichen, em Clervaux; no LënsterLycée, em Junglinster, e no futuro liceu em Mondorf-les-Bains. Estas escolas europeias vão funcionar em todos os níveis de ensino. A escola de Clervaux surge como forma de abrir a oferta deste ensino ao norte do país.

Paula Cravina de Sousa


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