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Câmara do Comércio publica onze medidas adicionais para reabertura de estabelecimentos
Luxemburgo 2 min. 02.05.2020

Câmara do Comércio publica onze medidas adicionais para reabertura de estabelecimentos

Câmara do Comércio publica onze medidas adicionais para reabertura de estabelecimentos

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Luxemburgo 2 min. 02.05.2020

Câmara do Comércio publica onze medidas adicionais para reabertura de estabelecimentos

Instituição criticou a falta de igualdade na forma como diferentes setores têm sido tratados no que diz respeito à retoma da atividade económica

Na quinta-feira à noite, dia 30 de abril, a Câmara de Comércio publicou onze medidas adicionais que têm de ser implementadas para a reabertura dos estabelecimentos de restauração e comércio. Em causa está a necessidade financeira de muitas empresas de todo o país  que atravessam um percurso árduo de sobrevivência  nas próximas semanas e meses. 

 A primeira medida proposta é uma versão mais flexível do desemprego parcial, que deverá ser válida pelo menos para o resto de 2020. A Câmara de Comércio sugeriu ainda a criação de um fundo de estabilidade económica para ajudar as empresas que têm de permanecer encerradas durante mais tempo, pedindo também que as empresas recebam um plano de reembolso flexível, caso necessitem de reembolsar qualquer apoio financeiro. 

Segundo a RTL, a Câmara de Comércio criticou a falta de igualdade na forma como diferentes setores têm sido tratados no que diz respeito à retoma da atividade económica e advertiu que a situação poderá piorar se as lojas nas regiões limítrofes forem reabertas antes das empresas do Grão-Ducado.

Nessa sequência, "recomendou que as lojas e os restaurantes fossem autorizados a abrir novamente no Luxemburgo, desde que se mantivesse a regulamentação sanitária, em especial no que se refere ao afastamento físico".

As 11 propostas podem ser consultadas no site da Câmara de Comércio, explicadas sob a forma de pequenos vídeos. Carlo Thelen, diretor da Câmara de Comércio, afirmou que o plano de estabilidade e crescimento enviado pelo Governo a Bruxelas na quinta-feira mostrou o forte impacto da crise na economia e nas finanças do Estado.

Segundo a RTL, para concluir este plano, o diretor da Câmara de Comércio afirmou ser "necessário mais apoio para manter as empresas em atividade". Muitas destas empresas não podem retomar a actividade normal mesmo com o levantamento das medidas de confinamento, pelo que o seu único caminho seria uma reabertura progressiva e parcial. 

"Thelen argumentou que mesmo uma reabertura parcial ajudaria as empresas a encontrar uma saída para a turbulência financeira causada pela crise do coronavírus, mas sublinhou também a necessidade de um apoio não reembolsável, mesmo que isso tenha um impacto no orçamento do Estado", noticiou a RTL. 

Segundo o Thelen, o setor mais afetado pelas medidas de confinamento foi o das empresas comerciais não envolvidas no fornecimento de alimentos, no setor das Horesca, e de várias empresas artesanais. "Um aumento dos impostos comerciais seria prejudicial para essas empresas", afirmou.

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