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Brexit: “Não é possível pedir o divórcio e continuar casado” – Xavier Bettel
Asselborn, Juncker e Xavier Bettel lamentam saída do Reino Unido da UE

Brexit: “Não é possível pedir o divórcio e continuar casado” – Xavier Bettel

Asselborn, Juncker e Xavier Bettel lamentam saída do Reino Unido da UE
Luxemburgo 25.06.2016

Brexit: “Não é possível pedir o divórcio e continuar casado” – Xavier Bettel

O primeiro-ministro do Luxemburgo, o presidente da Comissão Europeia e o ministro dos Negócios Estrangeiros são algumas das muitas personalidades políticas do Luxemburgo que lamentam a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

O primeiro-ministro do Luxemburgo, o presidente da Comissão Europeia e o ministro dos Negócios Estrangeiros são algumas das muitas personalidades políticas do Luxemburgo que lamentam a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Após a confirmação da vitória do 'Brexit', o primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, disse “respeitar” a decisão dos eleitores do Reino Unido que, em referendo, decidiram deixar a União Europeia (EU). Contudo, o líder do Executivo do Grão-Ducado, um dos países fundadores da UE, diz que a vitória do ‘Brexit’ é uma escolha “lamentável”.

"Enfrentamos um divórcio solicitado unilateralmente. Agora, caberá aos outros 27 Estados-membros da UE iniciar procedimentos que vão confirmar este divórcio", sublinhou, em conferência de imprensa, Xavier Bettel.

“Não é possível pedir o divórcio e continuar casado”, disse ainda o primeiro-ministro luxemburguês, que recordou que o projecto europeu é um “projecto de paz”.

“Não será um divórcio amigável”

Já o actual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, diz que a vitória do ‘Brexit’ e a saída do Reino Unido da EU “não será um divórcio amigável”.

"Este não será um divórcio amigável, mas, afinal de contas, também não foi um grande relacionamento romântico", disse, ontem à noite, Jean-Claude Jucker, ao canal de televisão alemã ARD, e citado pela edição francesa do Wort.lu.

"Não entendo por que é que o governo britânico quer esperar até Outubro para decidir se envia ou não a carta de divórcio a Bruxelas. Eu enviaria imediatamente", espicaçou o antigo primeiro-ministro luxemburguês.

“Referendos são armas perigosas”

Já o ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros considerou que "os referendos são uma arma perigosa". "No entanto, não podemos permanecer em estado de choque. Queremos um divórcio civilizado", advertiu Jean Asselborn, esta sexta-feira, após a reunião de Ministros da UE dos Negócios Estrangeiros, que decorreu no Luxemburgo.

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