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Bettel também afasta vacinação obrigatória
Luxemburgo 2 min. 18.11.2020

Bettel também afasta vacinação obrigatória

Bettel também afasta vacinação obrigatória

Pixabay
Luxemburgo 2 min. 18.11.2020

Bettel também afasta vacinação obrigatória

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Depois do Diretor da Saúde, o primeiro-ministro luxemburguês também prefere deixar a vacinação ao critério de cada um. A pré-encomenda mantêm-se. São 420 mil doses, quando der.

 "O cidadão deve tomar as suas próprias decisões". Sem meias palavras, Xavier Bettel reduziu a questão da vacinação obrigatória à livre iniciativa. Os alertas estão lá todos. Apesar de excluir a hipótese de impôr a vacina contra a covid-19 aos residentes, o primeiro-ministro avisa que há uma grande probabilidade de  "alguns países, no futuro," barrarem a entrada aos cidadãos que não apresentem qualquer "certificado de vacinação". Cada um sabe de si. 

De facto, no país em que nenhuma vacina é obrigatória, nem a pandemia altera o status quo. Assim que chegar às mãos dos especialistas do Grão-Ducado, o fármaco que promete liquidar o novo coronavírus recebe o mesmo tratamento que a vacina da gripe ou a da meningite. Só toma quem quer. 

A ideia já tinha sido defendida pelo Diretor da Saúde, Jean-Claude Schmit, este sábado. Em entrevista à RTL, o chefe das autoridades de saúde reconheceu que "a vacinação é a única forma eficaz de controlar esta pandemia", embora tenha reconhecido que se trata de "uma escolha pessoal" e que "não está prevista a vacinação obrigatória" no Grão-Ducado.

Quando? 

Com um conjunto de novas medidas restritivas para conter os efeitos da pandemia a entrar em vigor já na próxima segunda-feira , o país depende, como todos os outros, do "antídoto" que pelo menos dez laboratórios estão a testar com o financiamento de organizações, fundações, estados e a própria Comissão Europeia. 

Não sabemos qual será o primeiro laboratório a encontrar a composição aprovada para comercialização, mas as expectativas aumentam de semana para semana. Há 24 horas, os laboratórios norte-americanos Moderna comunicaram uma eficácia de 94,5% da vacina que estão a testar desde o verão, no primeiro relatório preliminar da fase de ensaios clínicos em humanos. Na semana passada, a Pfizer/BioNtech chegaram aos 90% e os russo da Sputinik V aos 92,5%. 

No Grão-Ducado, o governo já reservou 420 mil doses, através da Comissão Europeia. Antes do primeiro trimestre de 2021 não há vacinas no Luxemburgo. A garantia foi dada pela ministra da Saúde, Paullete Lenert. 

"Após um longo período de alegações de que as primeiras doses seriam entregues antes do final do ano, a Comissão anunciou que as primeiras entregas só chegarão ao Luxemburgo no primeiro trimestre de 2021", escreveu a governante, em resposta a uma pergunta parlamentar do CSV, onde aproveitou para reiterar que o executivo liderado por Xavier Bettel não pretende adquirir qualquer fármaco em nome individual para contornar os eventuais atrasos de Bruxelas. 


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