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Bettel. "Regras de confinamento serão válidas por três meses"
Luxemburgo 3 min. 25.03.2020 Do nosso arquivo online

Bettel. "Regras de confinamento serão válidas por três meses"

Bettel. "Regras de confinamento serão válidas por três meses"

Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 3 min. 25.03.2020 Do nosso arquivo online

Bettel. "Regras de confinamento serão válidas por três meses"

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
O primeiro-ministro luxemburguês anunciou um pacote de nove mil milhões de euros para apoiar a economia.

Até que "não haja mais perigo", as medidas de confinamento "serão válidas durante três meses", afirmou o primeiro-ministro Xavier Bettel numa conferência de imprensa realizada hoje. "Faço novamente um apelo urgente a que o contacto social direto seja evitado", reforçou. 

E, pela primeira vez, fez parte da sua intervenção na conferência de imprensa em francês dedicando-a "a todos os que não compreendem luxemburguês" e para agradecer o facto de "respeitarem as regras" e "estarem a contribuir para o país". "É um perigo para todos e cada um que não respeitem as regras", salientou.

 "A situação continua séria, com 1333 infetados" revelou.  Destes infetados "143 estão no hospital,  21 nos cuidados intensivos" a juntar a seis que vieram de França, revelou a ministra da Saúde.


Covid-19. Mais de 8.000 profissionais de saúde prontos a apoiar Luxemburgo em crise
O apelo da ministra da Saúde não caiu em saco roto. Paulette Lenert pediu e mais de dez mil pessoas assim o fizeram, para dar resposta à crise provocada pelo Covid-19 no país.

Pacote económico de 9 mil milhões de euros

Apesar do Luxemburgo ser "um país com boas finanças e que estará pronto para relançar a economia" quando isto tudo passar, o Conselho de Ministros aprovou um pacote de medidas para apoiar a economia neste período de crise.  Ao todo são "nove mil milhões de euros" disponíveis para as empresas e a sociedade. Para já cerca de "80 % dos salários estão assegurados" através do sistema de desemprego parcial, o que "vai custar ao Estado cerca de 500 milhões de euros por mês", anunciou o primeiro-ministro. 


Rue Notre-Dame - Luxembourg - Foto: Pierre Matgé/Luxemburger Wort
Pandemia vai provocar “forte subida do desemprego” no Luxemburgo
Esta pandemia conduzirá a “sequelas mais duráveis, ligadas à degradação das finanças públicas, a destruição do tecido económico (falências) e um período prolongado de subida do desemprego”, alerta o STATEC.

Neste momento "já 15.000 empresas tiveram de fechar, entre restauração, turismo, construção e comércio". Para as Pequenas e Médias Empresas (PME), até nove trabalhadores, o Governo vai disponibilizar cerca de 5000 euros para cada. O que totaliza uma despesa de 50 milhões de euros por mês. Para apoiar os trabalhadores que estão em casa com os seus filhos, para "as licenças parentais temos cerca de 200 milhões disponíveis". 

Também para o setor da saúde "disponibilizamos um orçamento de crise de 128 milhões de euros", que pode ser reforçado se for necessário. Porque "a saúde da nossa população é o mais importante".

Quanto ao facto do Luxemburgo ter mais casos, proporcionalmente, que outros países, a ministra da Saúde, afirma que "fazemos mais testes que nos outros países e, é natural que tenhamos mais infetados que nos outros países". Mas  "não há casos de mortes a registar", nas últimas 48 horas. O que significa que "os serviços de saúde estão prontos" a responder à situação. Até agora já foram feitos cerca de dez mil testes. "Porque não fazemos testes a toda a população?", questionou Paulette Lenert. "Porque os testes só dão resultado se as pessoas tiverem sintomas", respondeu. Mas vamos passar "a fazer testes em grande escala" numa fase posterior, revelou.


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Os testes com humanos já arrancaram na China, mas os especialistas estão numa fase embrionária da fabricação da primeira vacina experimental. Vacina só em 2021, numa altura em que nem as terapias são consensuais.

Quanto a material médico e sanitário disponível "as grandes encomendas ainda não chegaram". A ministra anunciou que foram encomendados quatro scanners "um bom instrumento de diagnóstico, porque permitem detectar o vírus nos pulmões". Paulette Lenart anunciou estar muito satisfeito pelo facto do Luxemburgo integrar um estudo europeu que está a ser feito em França para encontrar um medicamento contra o coronavírus.  Amanhã será feita nova conferência de imprensa para detalhar as condições que estão a ser preparadas nos hospitais.

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