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Bettel quer reforço da monarquia e volta a sugerir reforma
Luxemburgo 08.02.2020 Do nosso arquivo online

Bettel quer reforço da monarquia e volta a sugerir reforma

Bettel quer reforço da monarquia e volta a sugerir reforma

Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 08.02.2020 Do nosso arquivo online

Bettel quer reforço da monarquia e volta a sugerir reforma

O primeiro-ministro recordou este sábado que deseja trabalhar para fortalecer a corte Grande Ducal, cujo funcionamento deverá ser reformulado. Pôs ainda de parte um referendo à monarquia no Luxemburgo.

"Enquanto eu for primeiro-ministro, tudo será feito para fortalecer a monarquia", afirmou Xavier Bettel à RTL este sábado numa entrevista sobre o relatório Waringo. 

O primeiro-ministro sublinhou que não quer organizar qualquer referendo sobre a monarquia e que se opõe de forma clara ao seu desaparecimento. Xavier Bettel, que, na quarta-feira, sugeriu uma reforma do funcionamento do Tribunal Grão-Ducal, insistiu, sobretudo, na "necessidade de transparência" e na necessidade de um novo organograma que não incluísse a Grã-Duquesa. Para além disso, o chefe do governo revelou na entrevista que lhe foi proposto o cargo de presidente do Conselho Europeu. Explicou que recusou depois de receber conselhos do marido, Gauthier Destenay.

O relatório elaborado por Jeannot Waringo sobre a gestão da Corte Grã-Ducal foi publicado a 31 de janeiro e formalmente apresentado aos deputados luxemburgueses 5 de fevereiro no Comité das Instituições.

Foi o primeiro-ministro, Xavier Bettel, quem pediu o relatório, em meados de 2019, depois de a imprensa divulgar mexidas constantes nos recursos humanos no Palácio. É que é o Estado – ou seja os contribuintes – que paga os salários dos trabalhadores da Corte. Foram cerca de 11 milhões de euros em 2019.

Seguindo as recomendações, do relator Waringo, de modernização do funcionamento da monarquia, o primeiro-ministro anunciou a criação de uma nova entidade na Corte Grã-Ducal, que terá, entre outras responsabilidades, de gerir os recursos humanos. Vai também ser criado um novo cargo na casa real: supervisor financeiro interno. Novos cargos que farão parte de um novo organograma da Corte, onde estará estipulado “quem faz o quê e a Grã-Duquesa não fará parte desse organograma”, garantiu Xavier Bettel.

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A partir das conclusões do documento que analisou a gestão financeira da corte são propostas várias mudanças no projeto de decreto apresentado esta quarta-feira, por Xavier Bettel, aos deputados.